O Lago do Manso

(por: José Rodolpho Assenço)

                                   Impressionante pela sua largura e dimensão (9.365 Km2), o Lago do Manso destaca-se como uma das maiores represas construídas no país.

                                   A Represa de Manso ou APM-Manso (Aproveitamento Múltiplo de Manso) está situada no turístico município da Chapada dos Guimarães, Mato Grosso – paraíso do ecoturismo, local de inúmeras cachoeiras, rios, corredeiras, mirantes e restaurantes típicos da culinária mato-grossense.

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                                   Dentre as belezas do município, devo destacar o mirante do ponto geodésico da América do Sul, cachoeira do Véu de Noiva, Cachoeirinha, Salgadeira, rio Claro e mais uma infinidade de atrativos naturais. A Chapada dos Guimarães encontra-se a pouco mais de sessenta quilômetros de Cuiabá, e a represa do Manso, a aproximadamente cem quilômetros, por estradas asfaltadas.

                                   O Manso começou a ser projetado por volta de 1974 quando da enchente do rio Cuiabá, que deixou desabrigada mais de vinte por cento da população da capital, em um projeto de aproveitamento múltiplo, como seu nome diz, gerando energia, desenvolvendo turismo, irrigação e controlando o nível das águas do rio Cuiabá, reduzindo sua oscilação no período de seca e de chuvas intensas. Trata-se de um dos poucos lagos criados em região de chapada no divisor de diversas bacias hidrográficas.

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                                   O terreno arenoso ou argiloso ao seu redor proporciona a aparência extremamente cristalina de suas águas, que certamente não foram afetadas por poluição alguma.

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                                   O Lago teve sua construção iniciada em 1988, ficando depois paralisadas suas obras por quase dez anos. Foram concluídas somente em 1999, e o reservatório completo em 2001. A partir daí o lago é ponto de encontro de turistas, iatistas e pescadores que descobriram, nesse imenso lago, bons momentos de lazer. Diversas espécies de peixes habitam a região com destaque para a Peraputanga e o Tucunaré.

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                                   Manso, pela sua beleza e imponência, já estreou na televisão e no cinema, servindo de palco para algumas produções.

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                                   A imensa represa, porém, sofreu também diversas críticas de ecologistas e ribeirinhos. Daqueles, pelo possível impacto causado por tamanha obra no tocante à mudança no fluxo natural dos peixes que poderiam ser detidos pela barragem quando do período da piracema; destes, pela inadequada ou incompleta desapropriação de suas terras, uma vez que antigamente, nas margens do rio, possuíam várzeas para cultivo agrícola, o que não acontece nas regiões superiores e áridas onde foram ou serão alojados.

                                   Problemas à parte, na verdade o lago é de impressionar qualquer visitante, com diversas ilhas e braços que se perdem no horizonte. Provavelmente, essa represa seja a última desse porte construída no país, diante da legislação ambiental atual, bem como devido à evolução do processo de produção de energia elétrica, que utiliza de quedas menores para esse fim.

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                                 Ressalte-se, finalmente, que, do lago, avista-se o Morro do Chapéu — imponente chapada esculpida pela erosão, compondo um belo cartão postal.  

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Povoado de São Bento

(por: José Rodolpho Assenço)

                        O Povoado de São Bento situado há aproximadamente sete quilômetros ao sul de Maragogi, saindo para Japaratinga no sentido de Maceió, lugar que passa normalmente desapercebido dos viajantes não avisados,  guarda grande beleza e simplicidade com ar bucólico e tranqüilo.

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                                O Povoado do município de Maragogi possui essas características, acrescida das facilidades inerentes de quem esta, próximo da cidade.  É o local ideal para quem quer fugir do transito, movimento e badalação, sem perder a oportunidade de quando tiver vontade ir até Maragogi para almoçar, jantar ou passear.

                                 Historias diferentes são contadas sobre a sua origem, alguns afirmam que teria surgido quando um fazendeiro chegou com sua família a região, fugindo de uma epidemia da qual estava enfermo.  Este porem fez uma promessa a São Bento e quando se recuperou cumpriu-a construindo uma igreja em homenagem ao Santo.

                        Efetivamente porem, a região começou a ser habitada na região onde hoje é Barra Grande, com a denominação de Gamela da Barra, ao norte de Maragogi. Em seguida a próxima localidade teria sido São Bento, com a denominação de São Bento do Porto Calvo, em referencia a freguesia da qual era sede.

                        Por volta de 1875 o povoado foi transferido para então hoje Maragogi, restando São Bento esquecido no tempo como uma vila de pescadores e mariscadores.  Resiste ainda no local como registro dessa época o mosteiro de mesmo nome, de relevância histórica e que esta parcialmente em ruínas e se deteriorando pelo descaso das autoridades.

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                        Suas belezas bucólicas estão ligadas diretamente ao litoral, bem espraiado. Local ideal para relaxar e para a diversão de crianças.

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                        São Bento conta em sua orla com uma barraca de praia “Império dos Camarões”, local aconchegante embora rústico, onde se saboreia alguns pratos sempre com peixes e camarões.  Possui um restaurante famoso pelos seus pratos de frutos do mar. Ainda destaca-se a farmácia do Senhor Manoel e uma venda que se pode comprar de quase tudo, com um nome bem interessante o “Mini Carrefur”.

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                        Caso não queira se hospedar em alguma das poucas pousadas ou casas de São Bento, estando em Maragogi, não deixe de passar um dia nessa praia.