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CANELA e a Catedral de Pedra

(por: José Rodolpho Assenço)

                        No inverno de 2019 tive a oportunidade de visitar novamente Canela no Rio Grande do Sul, isto pois, minha ultima estada na serra gaúcha já havia algumas décadas.  Acompanhado de Nayara e meus filhos seguimos no inicio da tarde para almoçar na cidade e em seguida realizar a visita.

canela

                        O nome Canela vem da frondosa caneleira, arvore que fornecia boa sombra aos viajantes, e que situava-se na região central da cidade.

                        O local era rota de passagem de comboios de tropeiros de diversos produtos para o sul, e sua origem esta ligada a primeira sesmaria de Joaquim da Silva Esteves em 1821, ficando conhecido o local como Campestre Canella.

praça joão corrêa

                        Com a vinda de inúmeros imigrantes alemães e italianos para a região, o povoamento teve inicio com a construção da estrada de ferro que liga Canela a Taquara, pelo Coronel João Corrêa Ferreira da Silva a partir de 1913.

Após o funcionamento da ferrovia o povoamento cresceu, e Canela passou em 1926 à ser Distrito de Taquara, porem, sua emancipação aconteceu somente em 1944.

                        A região quando distrito, vivia única e exclusivamente das serrarias e coletas de araucárias.

                        A partir da década de cinqüenta do século passado, a região passou a ter alguns hotéis e muitas casas de veraneio, exclusivamente das famílias gaúchas que escapavam do calor e das tempestades do litoral e da capital, logo Canela começou a se prepara para o turismo equipando o município com infraestrutura.

                        Seu símbolo maior a Catedral de Pedra, na verdade não é uma catedral e sim a Igreja Matriz de Nossa Senhora de Lourdes, uma vez que esta ligada a Diocese de Novo Hamburgo.

catedral de pedra

                        Com estilo gótico e torre de 65 metros seguida de 12 sinos em bronze fabricados na itália, possui uma grande nave com painéis pintados a sua volta retratando a aparição de Nossa Senhora, alegoria dos anjos e a Anunciação-, alem de quadros da via sacra.

                        Assim que chegamos a Canela, estacionamos o Carro próximo a praça João Correia, onde, imediatamente registrei algumas fotos do local, em especial da Igreja de Nossa Senhora de Lourdes.

igreja nossa senhora de lourdes

Após muitas fotos da Igreja por diversos ângulos partimos em direção a sua nave para fotografar o altar e os painéis a sua volta.

altar da igreja nossa senhora de lourdes

Finalizada a visita ao interior da Igreja seguimos para uma loja de roupas e bijuterias, e, mais a frente sentamos em um restaurante onde tivemos a oportunidade de almoçar.

                        Após a refeição partimos em caminhada pela cidade, por diversas de suas ruas, sempre acompanhado da minha maquina e registrando quase tudo que via de interessante.

                        Paramos por diversas lojas onde meus filhos queriam conhecer alguma coisa e depois de muita caminhada e muitas fotos percebemos que ia anoitecer-, no inverno do sul costuma anoitecer por volta das 16:30, e, assim iniciamos nosso retorno a praça e ao veiculo, com o intuito ainda de realizar algumas fotos da Igreja de Pedra com sua iluminação artística que foi colocada a alguns anos.

                        A bela Iluminação nos fez permanecer a frente da Igreja por um bom tempo, contemplando e fotografando.      

                   Deixamos por fim a cidade de Canela já tarde da noite. �

PARQUE DO CARACOL

O Parque Estadual do Caracol no município de Canela, Rio Grande do Sul é um dos principais destinos turísticos do sul do país, chegando a receber quase três milhões de visitantes em um ano.

parque-do-caracol

                        Trata-se de uma unidade de conservação de 25 hectares, e, distante a menos de dez quilômetros da sede do município.

O parque conta com mirantes de onde é possível avistar a cachoeira do Caracol, um grande teleférico com visão privilegiada do parque e da cascata, uma grande plataforma com bares e lanchonetes.

caracol

                        No inverno de 2019, tive a oportunidade de visitar o parque acompanhado de meus filhos e Nayara, quando de nossa estada na serra gaúcha.

                        Em meio à vegetação possui algumas trilhas interpretativas e centro de educação ambiental.

                        Embora quando de nossa estada o clima estivesse bastante agradavel a temperatura media do inverno é de 10 graus podendo chegar a alguns dias a oito graus negativos.

                        A historia do parque esta envolvida com a antiga floresta de araucária que foi devastada pelas madeireiras no inicio do século XX.  A família Wassen, veio da Alemanha para essa região em 1863, onde começou a criar gado. Resta dessa época ainda uma casa de madeira construída pela família.

                        Alguns hotéis se instalaram na região do parque antes mesmo da existência da cidade.

                        Em 1954 o governo do estado declarou que essas terras eram de utilidade publica desapropriando-as, e, por fim em 1973 foi fundado o parque.

                        Hoje a floresta de araucária vem se recuperando gradativamente com inúmeros animais selvagens já na região.

                        A cachoeira por sua vez, possui uma queda livre de 130 metros formada pelo Arroio do Caracol.

cachoeira-do-caracol

                        Em nossa visita, assim que chegamos e estacionamos o carro, busquei minha maquina fotográfica, e, levado pelos meus filhos partimos imediatamente para o passeio no teleférico.

                        Embarcado pude realizar inúmeras fotos da cachoeira e da vegetação exuberante.

                        Assim que retornamos do passeio, na estação ou plataforma, aproveitamos para tomar um capuccino e comer bolo, local onde minha filha Carol decidiu embarcar para um passeio em outro teleférico de alta velocidade, passeio este que somente ela teve coragem de embarcar.

                        Permanecemos na plataforma por algumas horas, na seqüência convidei a todos para realizar uma caminhada em uma das inúmeras trilhas calçadas que possui o parque.  Nesse trajeto, tivemos ainda a surpresa de encontrar alguns micos pulando entre as arvores.

                        No retorno ficamos por mais alguns minutos na plataforma e na saída parei para fotografar jardins e a casa de madeira da família pioneira.