CAPITÓLIO e a Represa de Furnas

(por: José Rodolpho Assenço)

                        Capitólio, cidade mineira às margens da grande Represa de Furnas, vem nos últimos anos tornando-se destino obrigatório de inúmeros turistas de todo o Brasil e do mundo. É um local de veraneio de endinheirados que constroem incessantemente grandes mansões no bairro denominado Escarpas do Lago.

lago_de_furnas

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                        Sua história está ligada a três irmãos chamados Francisco: João Francisco, Manoel Francisco e Antonio Francisco, conhecidos como os fundadores da primeira povoação que teve como nome Arraial dos Franciscos, na região da Mata do Rio Piumhi entre grandes fazendas produtivas. O povoamento aconteceu por volta de 1830.

                        Franciscos também era conhecido como Arraial dos Cabeças, pois teriam sido os três irmãos deveras cabeçudos.

                        Em 1893, o fazendeiro Pedro Messias da Cunha doou à comunidade o terreno para a construção de uma capela em homenagem a São Sebastião, na qual o próprio fazendeiro mandou construí-la passando a  chamar-se de Arraial de São Sebastião dos Franciscos.

                        Após a nossa visita à Serra da Canastra, guiamos a nossa ida à região de Capitólio, onde permanecemos por três dias, fazendo parte do nosso grupo de viagem o meu primo Ruy, o fotografo Cleber, Luan Maciel e família, alem de Nayara e meu filho, João Guilherme.

igreja_matriz_de_capitólio

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                        Como sempre faço quando chego em um novo povoamento, busco logo fotografar o centro, a Igreja Matriz e algumas ruas adjacentes para dar uma boa demonstração de como é a cidade.  E assim fiz fotografando a Igreja, a praça e algumas ruas.

capitólio

capitólio

                        Seguimos para o bairro, denominado Escarpas do Lago, e lá nos deparamos com algumas pousadas, um porto logo abaixo com uma grande marina e inúmeras mansões.  Muitas dessas mansões contavam com heliporto; outras tinham realmente o helicóptero pousado sobre ela- e, também, muitas outras com Ferrari e Lamborguine estacionados na porta.

escarpas_do_lago

escarpas_do_lago

                        Continuamos uma grande subida dentro do bairro e chegamos até um pequeno mirante de onde registrei algumas fotos do grande Lago de Furnas.

                        Reservamos para o dia seguinte um belíssimo passeio de lancha até os Cannyons.

                        Acordamos cedo e, logo após o café da manhã, partimos para Capitólio e em seguida ao Porto do Rio Turvo, local onde embarcaríamos posteriormente em uma lancha para fazer todo o passeio. 

porto_do_rio_turvo

porto_do_rio_turvo

                        No caminho para o Turvo, por recomendação de Will nosso anfitrião, proprietário da pousada, paramos em um local conhecido como Cachoeirinha para buscar algumas fotos da vegetação da região.

cachoeirinha

cachoeirinha

                        Passamos pelo Rio Turvo e não paramos, pois queríamos fotografar os cannyons vistos por cima, e assim seguimos por mais uns dez quilômetros até o referido local, onde estacionamos e seguimos a caminhada de aproximadamente meio quilometro até ao local chamado “Mirante dos Cannyons”, onde permanecemos por alguns minutos fotografando e admirando a beleza do local.

cannyons_de_capitólio

cannyons_de_capitólio

                        Retornamos em seguida após os dez quilômetros percorridos e assim chegamos ao Porto do Turvo, rapidamente estacionamos e logo conseguimos alugar uma boa lancha para fazer o percurso. 

Ao entrar na embarcação, logo o condutor colocou um pen drive de rock para tocar e seguimos, então, de lancha tirando fotos e ouvindo rock.

                        Após uma meia hora, já avistávamos os cannyons logo a nossa frente e por eles fomos penetrando,  inúmeras embarcações já se encontravam ancoradas no local, que é muito famoso, pois uma cachoeira despenca exatamente dentro das águas dos cannyons formando uma paisagem natural única.

                        Assim que o nosso condutor ancorou a lancha, buscamos, além de tirar inúmeras fotos, tomar um banho nas águas de Furnas e ali permanecemos por aproximadamente uma hora e meia.

                        Partimos desse local e seguimos para um segundo cannyon denominado Cachoeira Eco Parque, onde, novas imagens conseguimos captar.

                        No retorno do passeio, o condutor nos levou até uma grande balsa, que na verdade era um bar restaurante dentro da represa, “flutuante Escarpas Bier” onde atracamos e permanecemos por mais um bom tempo, tomando cerveja gelada e apreciando alguns petiscos.

                        Por fim, já do meio para o final da tarde, retornamos ao Porto do Turvo, concluindo assim as atividades desse dia.

Casca D’Anta e as nascentes do São Francisco

(por: José Rodolpho Assenço)

                        Casca D’Anta a terceira maior cachoeira do Brasil encanta a todos, derramando as águas do São Francisco em grande poço, com uma queda ininterrupta de mais de 160 metros, diretamente da Serra da Canastra.

cachoeira casca d'anta

cachoeira casca d’anta

                        Fizemos uma grande incursão a Serra no ano de 2017, com um grande grupo que contava alem de meu filho e namorada, alguns amigos e parentes especiais. Luan Maciel e família, o fotografo Cleber e meu primo Ruy.

                        Partimos de Piumhi em Minas onde estávamos hospedados na Pousada Caminho das Águas, onde ficamos maravilhados com a imensa hospitalidade que todos nós recebemos, com todo o carinho que o casal de proprietários Sr. Will e dona Denise dedicaram. Seguimos rumo a Vargem Grande e São Roque de Minas em busca da bela queda do São Francisco.

                      Em Vargem Grande optamos por uma estrada sofrida e empoeirada até o Distrito de São José do Barreiro já próximo à cachoeira.

                        A Cachoeira pode ser visitada por cima, de onde encontra-se diversos poços excelente para banho, porém, decidimos visitar a queda de  onde ela é mais bonita, ou seja pela parte de baixo dentro do Parque Nacional da Serra da Canastra onde existe uma boa estrutura.

cachoeira do são francisco

cachoeira do são francisco

                        Ainda em São José do Barroso, pela estrada de terra paramos em um restaurante onde descansamos um pouco, nesse local conhecemos o Sr. Nivaldo, que seguia com sua esposa para visitar a cachoeira em uma moto de grande porte, e que devido ao cansativo trajeto pela estrada de terra resolveu parar no restaurante para restabelecer as forças.

                        Logo oferecemos para que deixassem sua moto no estabelecimento e seguisse conosco até a cachoeira, e assim partimos para mais uns sete quilômetros de terra não menos ruim, chegando por fim a entrada do parque.

                        Na entrada existe um grande estacionamento uma portaria construída em pedra, alem de bar e banheiros. Logo nos equipamos para uma caminhada de quinze minutos seguindo por larga trilha até o grande poço ao pé da cachoeira.

poço da casca d'anta

poço da casca d’anta

                        João Guilherme meu filho, decidiu acompanhar o motociclista Nivaldo até o poço e desfrutar de um banho, enquanto eu aproveitava para tirar inúmeras fotos da bela queda, e algumas também de seus visitantes.

                        Na queda de 160 metros a água com grande volume bate com violência nas pedras formando uma neblina forte, que sempre acaba por molhar todos os visitantes. Levamos nessa ocasião sucos e pequenos lanches para amenizar a fome e sede de todo o grupo.

                        Após desfrutar do lugar por aproximadamente uma hora e meia iniciamos nossa caminhada para o carro, e nosso sofrível retorno até São José do Barreiro.

                        Logo que chegamos de retorno ao distrito decidimos almoçar em um pequenino restaurante no povoado que serve galinhada e carne de porco.

                        Finalizado o almoço nos despedimos do amigo motociclista que retornou ao sofrimento da estrada de terra para Vargem Grande e seguimos nosso caminho também de retorno a Piumhi, gratificado pela bela imagem da grande cachoeira na nascente do São Francisco.