PARQUE DO CARACOL

O Parque Estadual do Caracol no município de Canela, Rio Grande do Sul é um dos principais destinos turísticos do sul do país, chegando a receber quase três milhões de visitantes em um ano.

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                        Trata-se de uma unidade de conservação de 25 hectares, e, distante a menos de dez quilômetros da sede do município.

O parque conta com mirantes de onde é possível avistar a cachoeira do Caracol, um grande teleférico com visão privilegiada do parque e da cascata, uma grande plataforma com bares e lanchonetes.

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                        No inverno de 2019, tive a oportunidade de visitar o parque acompanhado de meus filhos e Nayara, quando de nossa estada na serra gaúcha.

                        Em meio à vegetação possui algumas trilhas interpretativas e centro de educação ambiental.

                        Embora quando de nossa estada o clima estivesse bastante agradavel a temperatura media do inverno é de 10 graus podendo chegar a alguns dias a oito graus negativos.

                        A historia do parque esta envolvida com a antiga floresta de araucária que foi devastada pelas madeireiras no inicio do século XX.  A família Wassen, veio da Alemanha para essa região em 1863, onde começou a criar gado. Resta dessa época ainda uma casa de madeira construída pela família.

                        Alguns hotéis se instalaram na região do parque antes mesmo da existência da cidade.

                        Em 1954 o governo do estado declarou que essas terras eram de utilidade publica desapropriando-as, e, por fim em 1973 foi fundado o parque.

                        Hoje a floresta de araucária vem se recuperando gradativamente com inúmeros animais selvagens já na região.

                        A cachoeira por sua vez, possui uma queda livre de 130 metros formada pelo Arroio do Caracol.

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                        Em nossa visita, assim que chegamos e estacionamos o carro, busquei minha maquina fotográfica, e, levado pelos meus filhos partimos imediatamente para o passeio no teleférico.

                        Embarcado pude realizar inúmeras fotos da cachoeira e da vegetação exuberante.

                        Assim que retornamos do passeio, na estação ou plataforma, aproveitamos para tomar um capuccino e comer bolo, local onde minha filha Carol decidiu embarcar para um passeio em outro teleférico de alta velocidade, passeio este que somente ela teve coragem de embarcar.

                        Permanecemos na plataforma por algumas horas, na seqüência convidei a todos para realizar uma caminhada em uma das inúmeras trilhas calçadas que possui o parque.  Nesse trajeto, tivemos ainda a surpresa de encontrar alguns micos pulando entre as arvores.

                        No retorno ficamos por mais alguns minutos na plataforma e na saída parei para fotografar jardins e a casa de madeira da família pioneira.

SÃO JORGE – Raízes e Cristais

                        Em maio do ano passado, eu e Nayara tivemos a satisfação de visitar a vila de São Jorge durante o encontro Raízes- Encontro de Raizeiros, Parteiras, Benzedeiras e Pajés na Chapada dos Veadeiros em companhia também de nosso amigo Cícero que, na ocasião, foi o incentivador dessa visita.

                        Já havia visitado São Jorge por diversas vezes, em grande parte somente de passagem para o Parque da Chapada dos Veadeiros, ou para alguma cachoeira.  Minha primeira visita aconteceu no ano de 1983 acompanhado de alguns amigos, onde, saindo de Alto Paraíso, atingimos São Jorge depois de uma demorada viagem em estrada de terra.

                        Trajeto esse que tive o dissabor de ter meu pára-choque arrancado pela trepidação na rodovia de terra após diversos solavancos, bem como de ter atropelado uma siriema suicida.

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                        Nessa primeira visita, não havia quase nada no local apenas a vila de garimpeiros ainda sem luz elétrica e, onde encontramos uma grande venda ou mercearia que possuía geladeiras de querosene, o que nos proporcionou tomar uma cerveja quando do retorno das cachoeiras.

                        O povoado de Baixa, antigo nome de São Jorge, assim era chamado, pois ficava em um local abaixo de Alto Paraíso, começou a receber inúmeros garimpeiros a partir de 1950 em busca de cristais muito utilizados em material bélico, já que a vila esta as margens de enormes veios de cristais de quartzo.   Em 1960, a vila decaiu em conseqüência da construção de Brasília que levou inúmeros desses garimpeiros em busca de trabalho.

                        Em determinado momento o vilarejo por influencia do Senhor Zequita, pessoa influente na região teve seu nome alterado de Baixa para São Jorge, seguindo a devoção desse senhor.  Zequita buscou em São Paulo uma imagem do referido santo que foi colocada na capela construída pelos garimpeiros.

                        No mês de abriu acontece os festejos em devoção a São Jorge no povoado.

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                        Acontece ainda no final do mês de julho e inicio de agosto o Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, tendo a Casa de Cultura sua sede.

                        Retornando a nossa visita, estávamos em São Jorge para o Encontro Raízes que acontece em meados do mês de maio, e, para tanto aproveitei de nossa estada para realizar algumas fotos do encontro bem como da vila, suas casas e suas ruas para uma futura matéria.

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                        Do encontro raízes, decidimos em não expor fotos, deixando isso para os fotógrafos do evento, porem, escolhi uma foto estourada de Nayara no momento em que recebia a benzida do Pajé.

                        Ainda sobre o encontro que aconteceu em diversos sítios da vila, teve sua sede principal na Casa de Cultura; Cavaleiros de Jorge e na feira de produtos montada a sua frente.

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                        No sábado de noite tive a oportunidade de participar com Cícero de festa do evento realizada na Casa de Cultura, que perdurou por toda a madrugada.

                        Nesses dois dias de evento alem de, assistir algumas palestras sobre ervas medicinais e raizadas, e alguns ensinamentos do povo do cerrado, aproveitei para conhecer diversos novos restaurantes e pousadas que se instalaram na vila ao longo desses anos.

                        Tive a oportunidade de visitar o Mirante da vila com diversas trilhas e lanchonete, alem de diversos pontos de observação tanto para o belo por do sol como inúmeras estrelas.

Já no domingo, dia de retorno a Brasília,  tendo nos despedido do Cícero, seguimos de São Jorge pela rodovia poucos quilômetros até um acesso de terra que segue para a pousada e restaurante Villa das Pedras, local de grande beleza, com um delicioso banho de rio e um bom restaurante.

                        Após o almoço iniciamos nosso retorno a capital.