Arquivo do Autor: José Rodolpho Assenço

PEROBA, um paraíso quase em Pernambuco

(por: José Rodolpho Assenço)

                        Por algumas vezes tivemos a oportunidade de passar por Peroba na rodovia AL que liga Alagoas a Recife pelo litoral sem porem parar para desfrutar ou observar sua beleza.

                        Aconteceu nessa feita que, conversávamos com alguns conhecidos pernambucanos, tomamos conhecimento que a Praia de Peroba em muito se assemelhava as de São Miguel dos Milagres, contando ainda com uma estrutura de bons restaurantes, hotéis e pousadas.

                        Não demoramos a buscar a rodovia no sentido norte para visitar tal localidade.

                        Peroba na realidade é uma vila, exatamente na divisa de Alagoas e Pernambuco, que, normalmente passa desapercebido. O local esconde uma praia maravilhosa de águas quentes e muito rasas, areia branca e fina e ainda uma barreira de recife distante uns quatro quilômetros mar adentro de beleza única.

vista_de_peroba

                         Assim que chegamos á praia fui questionado por minha filha no sentido de conseguirmos fazer um passeio de barco, ou catamarã até as piscinas naturais, prontamente lhe respondi que para resolver a questão perguntaríamos a um cidadão que caminhava pela rua, do qual afirmei a ela que seria o dito individuo o mais esclarecido do local.

peroba praia_de_peroba

                        Brincadeiras a parte mais tal procedimento surpreendentemente deu certo, o sujeito realmente sabia de tudo do local, quais restaurantes para almoçar, qual barraca de praia para ficar e qual embarcação a buscar o passeio.  Chutei e por sorte acertei.

embarcaçoes

                        Não demoramos a fechar o passeio e a subir em um catamarã que assim que partimos, fomos informados que era um embarcação recém adquirida, em substituição a outra, e que seria a segunda viagem que eles realizavam. Imediatamente agradeci as informações desejando sucesso na empreitada desses jovens aventureiros do turismo local.

                        Seguimos rumo às piscinas naturais percorrendo a distancia supra citada, e no caminho fomos observando a coloração do mar, a clareza da água que nos permitia todo o tempo ver o fundo. Observamos ainda, que em alguns momentos a profundidade baixa, fazia com que o casco do catamarã raspasse nos bancos de areia.

banco_de_areia

vista_dos_recifes                       

                      Chegando ao local das piscinas mais uma grata surpresa, esculturas de corais afloravam da água compondo um cenário interessantíssimo, com águas muito claras e rasas.  Logo não tardamos a mergulhar e a nadar nas piscinas cercadas de corais e com diversas espécies de peixes de diferentes colorações, permanecemos nesse paraíso por aproximadamente duas horas.

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                        Quando do retorno, estávamos todos extramente felizes pelo belíssimo passeio, e assim que desembarcamos buscamos o restaurante Sabor de Maragogi que nos foi indicado pelo nosso informante.

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                        Finalizamos a tarde com uma peixada e uma muqueca de camarão. 

A Praia do Manoel Alves

(por: José Rodolpho Assenço)

                        No período de estiagem é possível desfrutar de uma beleza interiorana, a Praia do Rio Manoel Alves no Estado do Tocantins.  Localizado no sudeste do Estado, e afluente do rio Tocantins, o Manoel Alves, ou Manoel Alves pequeno, corta desde a divisa com Goiás até sua foz no principal rio do Estado.

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                        O referido rio, banha diversas cidades e atravessa o Estado em uma diagonal até sua foz.   Próximo a Natividade e Porto Nacional, tivemos a grata oportunidade de desfrutar de suas águas cristalinas. 

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                        Isso aconteceu no inicio de julho quando em visita a Natividade,  no intuito de conhecer e descobrir mais sobre a historia de Goiás e da antiga Comarca do Norte da província de mesmo nome. A época uma divisão embrionária do que um dia viria a ser esse imenso e ainda pouco habitado estado.

                        Logo cedo, eu e o fotografo Cleber Medeiros partimos rumo sudoeste de Natividade pela TO 280 que mais adiante alcança a Belém-Brasília, a pouco mais de quinze quilômetros, próximo a uma grande ponte descemos em estrada de terra que liga a um descampado, já próximo ao rio, após estacionar e pegar os equipamentos necessários e seguimos em um breve barranco de onde, já avistávamos o rio a nossa frente, espraiado e empedrado observando-se naquele momento algumas lagoas e pequenas praias.

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                        Chegando ao local tivemos a surpresa de encontrar uma grande barraca de praia, que é montada sazonalmente nesse período para atender aos banhistas.  Pude verificar que o cardápio era variado tanto no tocante a tira gostos e bebidas.

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                        O calor era intenso, porem, no período em que estivemos nesse singelo paraíso, não observamos nenhuma infestação ou ataque de mosquitos de qualquer natureza, rapidamente nos protegemos com protetor solar, e não usamos repelentes. 

praia_do_manoel_alves

                     Provavelmente devido ao calor nossas companheiras começaram a passar mal por pressão baixa, ou simplesmente pelo incomodo que a temperatura causava.

                        Com a ponte ao fundo e com algumas pedras e praias seqüenciadas o Rio Manoel Alves nesse trecho destaca-se pelas águas cristalinas, algumas crianças brincavam em seu leito, ou dentro da água.  Porem todos os afluentes bem como o Tocantins, são habitados pelas terríveis arraias da qual sua ferroada provoca dores insuportáveis e dependendo da idade e condições físicas, podem levar até a morte.

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                        A Arraia ataca em sua própria defesa, pois, quando pisada por descuido, lança o ferrão impulsionado pela sua calda no intuito de se livrar de quem a prende.  Sendo assim busquei uma vara e orientei a todos que fizéssemos uma varredura em determinada área e assim, aproveitar de maneira despreocupada de nosso refrescante banho de rio.

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                        Utilizamos também da barraca de praia que nos atendeu prontamente.