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CONCEIÇÃO DO MATO DENTRO – Capital Mineira do Ecoturismo

(por: José Rodolpho Assenço)

                        No inicio do ano, passado tivemos a oportunidade de conhecer essa pequena cidade mineira, localizada entre serras, com inúmeras atrações e muitas histórias.

                        Partimos cedo e percorremos uns setenta quilômetros de onde estávamos hospedados, até atingir Conceição do Mato Dentro, ultrapassando toda a Serra do Cipó.

                        A cidade é conhecida por possuir a mais bela e a terceira mais alta cachoeira do Brasil a do Tabuleiro.

                        Sua rica história começa ainda das entradas de Fernandes Tourinho que em 1573 percorreu essas serras descrevendo a região.

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                        Porem, foi na entrada de diversos sertanistas, dentre eles Gabriel Ponce de Leon, no ano de 1701 que sua história se inicia.  Entre os penhascos da Serra do Espinhaço e do Campo Grande, Leon e seu grupo tiveram uma dura batalha com os índios botocudos, local onde estavam as mais ricas lavras de ouro.

                        Ponce de Leon encontrou as margens do pequeno Ribeirão Santo Antonio um verdadeiro eldorado, onde, em uma única bateada conseguiu levantar cerca de vinte oitavas de ouro.  Logo, em diversos córregos e afluentes foram encontrada também grande riqueza em ouro o que fez com que Leon, em 1702 desse ordens para que fosse erguida uma capela, em homenagem a Nossa Senhora da Conceição.  Igreja essa que teve sua capela mor concluída em 1722.

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                        Nessa etapa do ouro o povoado teve um grande incremento com a vinda de diversos mineradores e aventureiros à região.

                        Porem, no início do século XIX, a região estava em declino como descreve o viajante John Pohl, quando de sua passagem por esse povoamento:  “este arraial, que está entre as maiores povoações da Capitania, dinstingue-se dos demais pela sua situação bela e salubre. A outrora abundante produção de ouro deu lugar a fundação deste, cujos grandes edifícios dão testemunho suficiente da antiga abastança dos habitantes. Mas, observa-se, com clareza, a decadência de hoje… O número de edifícios pode elevar-se a duzentos. Muitos deles assobrabados. As igrejas, em número de quatro, são todas bem edificadas. Os habitantes que, antes, viviam da extração do ouro, vivem, hoje, geralmente de suas plantações”.

                        Em nossa visita a cidade assim que entramos deparamos com a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, com uma bela composição de igreja com uma praçinha e um largo, cuja construção é datada de 1728, quando da proibição dos negros de freqüentarem a igreja matriz, estacionamos o carro e iniciamos uma bela seqüência de fotos.

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                        Prosseguimos nossa visita subindo uma ladeira até atingir a pequena Capela de Santana, com suas janelas em espessas madeiras de cor azul,  foi erguida em 1744.

                        Após essa visita, partimos para o que me parecia ser a edificação maior e mais impressionante, e, que pode ser avistada de quase toda cidade, o Santuário do Bom Jesus do Matosinhos, localizado ao alto de uma colina. 

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                        A Igreja de Bom Jesus do Matosinhos, possui uma torre central muito alta e diversos ângulos retos que lembra algumas Igrejas européias de estilo gótico, uma edificação gigantesca para o período colonial.

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                        Esta recebe em junho, inúmeros peregrinos que vem de diversas partes, que acampam a sua frente em um imenso gramado.  Anexo a Igreja esta o também volumosos convento fundado pelos capuchinhos em 1750,  e próximo também um grande altar projetado por Oscar Niemeyer.

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                        Tivemos oportunidade nesse conjunto arquitetônico de tirar inúmeras fotos e onde permanecemos por um longo período.

                        Retornamos em seguida ao centro da cidade onde estacionamos próximo a prefeitura, onde tirei algumas fotos da praça de um largo e de alguns casarões da cidade.

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                        Encontramos uma grande padaria e paramos para fazer um lanche rápido e um descanso, e seguimos conhecendo e fotografando a cidade, momento esse que encontrei com uma senhora que havia me questionado sobre algo, aproveitei do momento para perguntar sobre o que mais nós deveríamos visitar na cidade.

                        Essa senhora sem pestanejar nos indicou conhecer o Salão de Pedra, que fica na parte mais alta subindo a Serra do Campo Grande, onde hoje é um parque municipal.

salão de pedra

                        Imediatamente encerramos nossa visita ao centro e partimos em busca do Salão de Pedra, seguimos por diversas ruas íngremes da cidade até iniciar a subida de uma ladeira de terra, uma estrada muito sofrida pelos cortes provocados pelas águas, o que nos fez percorrer alguns poucos quilômetros com velocidade bem reduzida.

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                        Chegando ao local e nos deparamos com inúmeras formações rochosas de diversos tipos, muitas com buracos grandiosos ao meio proporcionando não somente um maís diversos salões.

                        Rochas que sofreram a ação do vento, e das águas por milhares de anos formando diversas escultura de todos os tipos.  O local também é conhecido por diversos esportistas do “boulder”, uma modalidade de escalada.

                        As rochas relatam a ação da erosão que sofreram por milhares de anos transformando todo o conjunto em inúmeras esculturas.

                        Finalizada essa visita, com muitos registros, e já com o final do dia a se aproximar, nos despedimos de Conceição do Mato Dentro. :��

COQUEIRO – Praia, Povoado e o Rio Real

(Por: José Rodolpho Assenço)

                        Coqueiro pequeno povoamento do Município de Jandaíra na Bahia, foi uma bela surpresa quando de nossa ida de Salvador para Mangue Seco.

                        No Janeiro próximo passado estando hospedado em Salvador, convidei Nayara a ir conhecer Mangue Seco, local que estive em outras ocasiões e para tanto, combinamos de sair bem cedo no intuito de vencer os 240 quilometros de distancia que teríamos que percorrer, sendo destes 35 em estrada de terra por mim até então desconhecida.

coqueiro

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                        Acompanhou-nos nesse passeio a senhora Meire que estava hospedada de férias na mesma pousada que estávamos, e com a qual fizemos amizade na praia.

                        Saindo de Salvador percorremos até o quilometro 173 da Linha Verde já próximo a divisa com Sergipe, entramos a direita em uma boa estrada de terra que seguiu um quinze quilômetros até o Povoado de Costa Azul, local onde buscamos uma outra estrada de terra que nos proporcionou apreciar, do lado esquerdo a bela Lagoa da Costa Azul, na seqüência passamos por alguns atoleiros e seguimos por mais vinte quilômetros de estrada não tão boa chegando por fim a Coqueiro.

                        Assim que chegamos a Coqueiro, logo na entrada avistamos um grande estacionamento que cobrou dez reais para passarmos o dia, e contratamos um guia local para nos levar de bugue até Mangue Seco.

                        Após desfrutarmos da vila e da praia de Mangue Seco, nosso guia, por ser morador de Coqueiro, nos convidou para conhecer a Praia, a Vila e o Rio Real.

coqueiro

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                        A Praia de Coqueiro tem seis quilômetros de extensão com inúmeras dunas moveis da qual, seguindo por uma trilha de areia chega-se a única barraca de praia do povoamento, lugar de grande beleza e de tranqüilidade profunda, repleta de coqueiros motivo do qual o nome do lugar.

coqueiro

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                        Seguimos para o povoamento acompanhado de nosso guia que contou sobre a vida local, a sua atividade de condutor de bugue e sobre as comidas típicas da região.

coqueiro

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                        Logo paramos numa grande praça, onde esta sendo construído um calçamento e que possui alguns bares nas esquinas.  Na praça encontra-se a Igreja que logo comecei a fotografar, e da qual tive dificuldade, pois estava no sentido contrario ao sol e já se aproximava o final da tarde.

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                        Do largo da praça seguimos caminhando e fotografando algumas ruas, onde pude observar a existência de um restaurante e uma pousada.

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                        Terminada a visita ao centro do povoamento, passamos por uma rua que termina no pequeno porto de Coqueiro nas margens do Rio Real, que faz divisa no lado oposto com Sergipe. 

coqueiro

coqueiro

No local observamos algumas canoas de pesca e poucas lanchas.

coqueiro

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                        O Rio Real de águas limpas e mornas nasce em área de proteção ambiental em minas e grutas da Mata Atlântica, e se põe no mar de Mangue Seco.  Nele também se pratica esportes náuticos com pequenas embarcações a vela e a motor.

coqueiro

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                        Já estávamos no entardecer e decidimos deixar as maquinas fotográficas de lado para tomar um banho no rio onde permanecemos até próximo ao anoitecer.

                        Finalizada a visita, procedemos nosso retorno ao estacionamento, e fomos pegos pela noite ainda na estrada de terra, chegando a Salvador às 21 horas.