Arquivo do Autor: José Rodolpho Assenço

INDAIÁ – Parque Ecológico nas cabeceiras do Itiquira

(por: José Rodolpho Assenço)

                   Indaiá é um parque ecológico privado com aproximadamente três mil hectares de terras, distante setenta quilômetros do centro de Brasília, situado no município goiano de Formosa, com inúmeras cachoeiras, atrações, instalações e vegetação abundante.

cachoeiras do indaiá

cachoeiras do indaiá

                   Atendendo ao gentil convite do fotógrafo Henrique Ferreira, estivemos recentemente no local para uma festividade, oportunidade em que tiramos muitas fotos. Era aniversário de sua filha, coincidentemente, também era meu aniversário.

                   Segui para o local com Nayara e meu filho João Guilherme. Acompanhava-nos também, em outro veículo, o fotógrafo Cleber Medeiros e seu filho. Chegamos à fazenda Indaiá por volta das 16 horas.

                   No local, além da presença dos amigos que foram com a gente, tivemos a alegria de encontrar os familiares de Henrique, bem como um grupo de jovens amigos de sua filha, todos presentes à festividade. Assim que chegamos, fomos recebidos por uma comedoria sem precedentes, pois o grupo do Henrique preparava incessantemente salgados diversos e sanduíches.  Na sequência, chegou a sair um grande carregamento de linguiça apimentada, tipo caipira.  E, quando já estávamos por deveras alimentados, fomos surpreendidos por algumas travessas de deliciosa lasanha.

                   A fazenda Indaiá cuja origem do nome se deve à presença da palmeira de mesmo nome, em abundância na região, tem uma infraestrutura fantástica, porém não completa.   Um prédio principal instalado para hotel com quatro pavimentos, uma grande cozinha no semienterrado de onde saía todos os quitutes, uma grande piscina alimentada de água mineral, uns dois ranchos à frente que, na minha concepção, foram construídos para abrigar bares ou então destinados a pequenos eventos, além de um gramado fantástico e área arborizada ao redor.

foto noturna palmeira iluminada por lanterna

foto noturna palmeira iluminada por lanterna

                   Ao fundo da sede principal, há a mata do parque, bem próximo ao prédio e, após o gramado, cinco chalés recém-construídos, fantásticos, de excelente qualidade e em perfeita harmonia com a mata.

                   O parque está na microbacia do Rio Itiquira e possui diversas cachoeiras, a do Indaiá com aproximadamente 15 metros, o véu de noiva com mais de 30 metros e, por fim, seguindo uma trilha de aproximadamente cinco quilômetros, chega-se à queda do Itiquira, uma das maiores do país, local de onde se pode observar a imensidão do vão do Paranã.

trilha na fazenda indaiá

trilha na fazenda indaiá

                   Pela abundância de água no subsolo, foi ali explorada comercialmente a água mineral da fonte Oásis que, após muitos anos de funcionamento, teve sua atividade suspensa.

                   A fazenda mudou de nome para um novo projeto ecológico, CITATES, que significa Cachoeira do Itiquira, Agroturismo Ecológico e Show.

rio itiquira

rio itiquira

                   Retornando a nossa estada na fazenda, ainda no cair da noite, crianças e jovens se deliciaram na piscina de água mineral.

foto noturna luz luar

foto noturna luz luar

Em seguida, partimos, na companhia e orientação de Henrique, para a trilha, por volta das 21 horas, no intuito de fotografar o parque, a vegetação e as quedas d’água iluminadas pela luz do luar.

fotografando indaiá a noite

fotografando indaiá a noite

                   Nas cachoeiras, pudemos realizar inúmeras fotos em longa exposição, com aproveitamento total do luar, transformando a noite em dia. 

foto noturna somente luz do luar

foto noturna somente luz do luar

  Por vezes, também complementamos a longa exposição com uma rápida pincelada, utilizando lanternas de “led”, tentando sempre iluminar a mata ao fundo.

foto noturna com luz complemento

foto noturna com luz complemento

                   Ao retornar à sede, iniciamos nossa preparação para nos hospedar em um dos chalés existentes.  As instalações estão prontas, mas não existem, no local, camas, roupas de cama etc… Por isso, tivemos que encher alguns colchões infláveis, o que não nos trouxe desconforto, e logo nos acostumamos.

cachoeira indaiá itiquira

cachoeira indaiá itiquira

                   Por estarem os chalés dentro da mata, algumas vezes, cheguei a sentir frio, e logo coloquei uma manta para me aquecer e a meu filho.

                   Ao amanhecer, após um rápido café, seguimos para as cachoeiras para um novo conjunto de fotos do local, da trilha que a corta, e da vegetação com inúmeras palmeiras.

                   Era um dia quente e seco de verão e não tardamos a tomar uma providência. Como já se aproximava do meio-dia, um belo banho nas águas do Itiquira era indispensável e, por algum tempo, ficamos desfrutando desse passeio.

                   Deixamos a fazenda antes do final da tarde.

CATULÉ e Bonito de Minas

(por: José Rodolpho Assenço)

                   Catulé é o nome de um rio no município de Bonito de Minas, local de um belo balneário, com praia e água límpida, local de vegetação abundante e bem conservada do norte do estado.

praça da matriz em bonito de minas

praça da matriz em bonito de minas

                   Saí tarde da manhã em companhia de Nayara e de meu amigo Humberto Neiva, da esposa e dos netos dele, em busca de algum local para passarmos a tarde e almoçar.  Seguimos por uma estrada em boas condições, que partia de Brejo do Amparo para o município de Bonito de Minas, numa distância aproximada de quarenta e cinco quilômetros.

                   Logo que caímos na estrada, passamos por vegetações interessantes, inúmeras paredes de pedra, que nos pareceram de origem calcária de tonalidade cinza claro; abaixo, uma mata exuberante intercalada com pequenas propriedades rurais que transpareciam conviver de forma harmoniosa com a natureza.

                   Acima dessas formações rochosas, tínhamos sempre a presença de inúmeros cactos de formato e coloração diferente.

                   A estrada é sinuosa e, por essa razão, andávamos bem devagar, de forma a também poder observar a beleza colocada a nossa frente pela natureza.

bonito de minas

bonito de minas

                   Assim que chegamos a Bonito de Minas, saímos do asfalto e encontramos a cidade toda pavimentada em paralelepípedos, alguns belos casarões logo na entrada e, em uma avenida larga, localizamos a praça e a Igreja Matriz.  Estacionamos os veículos e, em seguida, busquei fotografar a pequenina e simpática Igreja de Bom Jesus do Bonito.

igreja de bom jesus

igreja de bom jesus

                   Caminhei ainda próximo a essa praça realizando um conjunto de foto.

rua principal bonito de minas

rua principal bonito de minas

                   Bonito teve sua origem de um ponto de pouso de tropeiros que vinham de Goiás, isso em 1937.

casarão em bonito de minas

casarão em bonito de minas

                   O senhor João Gasparino Pimenta, pecuarista da região, fazia nesse local, seu primeiro pouso, após sair de suas terras em direção a Montes Claros para comercializar seu rebanho.

                   Nesse costume, certa feita, Gasparino procurou os donos das terras, e o Senhor João Antonio Coutinho doou-lhe parte de suas terras para a fundação de um povoamento.

                   Logo em 1939, iniciava-se o pequeno arraial e, em seguida, construída a Igreja do Bom Jesus.

                   Em 1976, o povoamento foi elevado a distrito de Januária e, por fim, em 1995, esse foi desmembrado tornando-se município.

cruzeiro em bonito de minas

cruzeiro em bonito de minas

                   Voltando a nossa visita, atravessamos a cidade de Bonito e, por fim, em uma estrada de terra, ou melhor, um verdadeiro areal, seguimos por aproximadamente oito quilômetros até atingir o Balneário de Catulé, que conta com uma estrutura de bar (sem restaurante). O rio Catulé tem águas cristalinas e há uma ponte de fila única, em concreto, e uma bela praia de areias claras amareladas.

estrada do catulé

estrada do catulé

                   Estacionamos. O calor estava intenso e, de imediato, decidimos beber alguma coisa, momento esse em que achamos por bem perguntar ao dono do bar sobre qual seria o almoço.  Imediatamente, assustamo-nos com sua resposta, pois, no local, ele não servia refeição. Indicou-nos, porém, uma senhora, a uns cinquenta metros, dona de uma chácara que normalmente servia galinhada.

                   Deixando nossos pertences no bar, buscamos conversar com essa senhora, para resolver nosso problema, que era sério, pois éramos muitos e contávamos com a presença de crianças no passeio.

                   De pronto, todavia, ela se comprometeu, com preço bem acessível, a fazer uma galinhada com feijão tropeiro, além de carne de sol com batata e salada, concedendo-nos um prazo de hora e meia para retornarmos.

praia do catulé

praia do catulé

                   Naquele momento, e com nosso almoço encomendado, buscamos novamente a praia do balneário para um banho e também para realizar algumas fotos do local.

corrego catulé

corrego catulé

                   Ao retornar à mesa, estava tudo pronto. Tivemos a oportunidade de aproveitar de uma galinhada, mas, o que nos causou maior surpresa foi, sem dúvida o feijão tropeiro que aquela senhora preparou, com torresmo, bacon, realmente uma delícia.

                   Dessa forma finalizamos nosso passeio.