Raposa Maranhão

(por: José Rodolpho Assenço)

                         Para quem se encontra em visita a São Luiz, Maranhão, ainda que de forma rápida, aconselho conhecer Raposa Maranhão, lugar turístico que guarda tradições e contrastes.

                        Partindo de São Luiz, pela Orla, segue-se pela famosa Avenida dos Holandeses, que passa por bairros luxuosos, como Renascença e Calhau. Essa avenida encontra-se repleta de bares, restaurantes, padarias e delicatessens especiais. E prosseguindo no sentido litoral leste, logo se encontrará a MA 203, que prossegue até Raposa, num percurso de aproximadamente trinta quilômetros.

raposa

                        Raposa surgiu quando imigrantes cearenses, pescadores e rendeiras ali se instalaram por volta de 1940, trazendo, além das famílias, seus costumes. Levaram uma vida isolada até que houve a primeira estrada de acesso em 1964. O asfaltamento dessa rodovia, porém, só aconteceu em 1977.

                        Finalmente, com o crescimento do local em 1994, Raposa teve a sua emancipação, desmembrando-se do município de Paço do Lumiar.                            

                     Logo que se chega a Raposa, percebe-se que costumes continuam presentes. No centro da cidade, há uma praça e a Igreja Matriz de São Pedro Apostolo. A rua principal liga o centro ao porto. Observa-se também nesta rua comprida, às margens do mangue, diversas construções, a grande maioria de madeira em palafitas, de um lado e do outro da via. A rua principal também é conhecida como o Corredor das Rendeiras.

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                        Este local é considerado pela maioria dos turistas como o ponto máximo do passeio. Todas casas às margens da rua são de rendeiras, que ali trabalham, apresentam e vendem seus produtos, muitos dos quais trazem cores vivas que chamam imensamente a atenção de todos que ali circulam.

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                        Nessas lojas, podemos encontrar de quase tudo, confeccionado em renda de bilros, como toalhas, calças, camisas, panos, almofadas, saias, cortinas e uma infinidade de produtos.

rendeira

             

  Além disso, a cidade é hoje a maior colônia de pescadores do  estado.

                 

 

 

 

 

                          E prosseguindo pelo Corredor das Rendeira, chega-se ao Porto de Raposa com inúmeras embarcações e traineiras de diversos tamanhos e cores que, além de buscarem o pescado, servem também para a travessia do canal de mar, que separa a cidade e o porto da Praia de Carimã.

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                        A praia com diversas dunas e lagos tem mais de dez quilômetros de extensão e é considerada a mais bela da Ilha de São Luiz. A travessia é rápida durando poucos minutos.     Observa-se, nesse local, uma areia bem fina e clara, apresentando a cidade a sua frente, o mar aberto as suas costas e dunas ao seu redor. Separando a cidade, o canal da península é lugar preferido pelos banhistas e pescadores.

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                        Terminado o Passeio, já na saída de Raposa, recomendo almoçar no Restaurante Natureza, que fica à direita, com culinária ligada sempre aos pescados e frutos do mar.

O Lago do Manso

(por: José Rodolpho Assenço)

                                   Impressionante pela sua largura e dimensão (9.365 Km2), o Lago do Manso destaca-se como uma das maiores represas construídas no país.

                                   A Represa de Manso ou APM-Manso (Aproveitamento Múltiplo de Manso) está situada no turístico município da Chapada dos Guimarães, Mato Grosso – paraíso do ecoturismo, local de inúmeras cachoeiras, rios, corredeiras, mirantes e restaurantes típicos da culinária mato-grossense.

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                                   Dentre as belezas do município, devo destacar o mirante do ponto geodésico da América do Sul, cachoeira do Véu de Noiva, Cachoeirinha, Salgadeira, rio Claro e mais uma infinidade de atrativos naturais. A Chapada dos Guimarães encontra-se a pouco mais de sessenta quilômetros de Cuiabá, e a represa do Manso, a aproximadamente cem quilômetros, por estradas asfaltadas.

                                   O Manso começou a ser projetado por volta de 1974 quando da enchente do rio Cuiabá, que deixou desabrigada mais de vinte por cento da população da capital, em um projeto de aproveitamento múltiplo, como seu nome diz, gerando energia, desenvolvendo turismo, irrigação e controlando o nível das águas do rio Cuiabá, reduzindo sua oscilação no período de seca e de chuvas intensas. Trata-se de um dos poucos lagos criados em região de chapada no divisor de diversas bacias hidrográficas.

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                                   O terreno arenoso ou argiloso ao seu redor proporciona a aparência extremamente cristalina de suas águas, que certamente não foram afetadas por poluição alguma.

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                                   O Lago teve sua construção iniciada em 1988, ficando depois paralisadas suas obras por quase dez anos. Foram concluídas somente em 1999, e o reservatório completo em 2001. A partir daí o lago é ponto de encontro de turistas, iatistas e pescadores que descobriram, nesse imenso lago, bons momentos de lazer. Diversas espécies de peixes habitam a região com destaque para a Peraputanga e o Tucunaré.

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                                   Manso, pela sua beleza e imponência, já estreou na televisão e no cinema, servindo de palco para algumas produções.

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                                   A imensa represa, porém, sofreu também diversas críticas de ecologistas e ribeirinhos. Daqueles, pelo possível impacto causado por tamanha obra no tocante à mudança no fluxo natural dos peixes que poderiam ser detidos pela barragem quando do período da piracema; destes, pela inadequada ou incompleta desapropriação de suas terras, uma vez que antigamente, nas margens do rio, possuíam várzeas para cultivo agrícola, o que não acontece nas regiões superiores e áridas onde foram ou serão alojados.

                                   Problemas à parte, na verdade o lago é de impressionar qualquer visitante, com diversas ilhas e braços que se perdem no horizonte. Provavelmente, essa represa seja a última desse porte construída no país, diante da legislação ambiental atual, bem como devido à evolução do processo de produção de energia elétrica, que utiliza de quedas menores para esse fim.

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                                 Ressalte-se, finalmente, que, do lago, avista-se o Morro do Chapéu — imponente chapada esculpida pela erosão, compondo um belo cartão postal.  

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