SERRA DO CIPÓ e a História do Juquinha

(por: José Rodolpho Assenço)

                        Exato um ano, tivemos a oportunidade de visitar a pequena vila da Serra do Cipó, o Parque, e as belezas que o cerca.

                        Nessa viagem partimos de Brasília de carro pela BR 040, até Sete Lagoas, a partir daí buscamos a MG010, estrada que liga Belo Horizonte, Lagoa Santa e atravessa o pequeno distrito de Serra do Cipó, sendo essa trecho da Estrada Real.

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                        Já em Cipó, tivemos a grata satisfação de nos hospedar na Vila Cipó, empreendimento construído e tocado pelo Sr. Junior e sua família, que conta com uma vila de lojas; uma ótima pousada; e um grande bar e restaurante logo a frente da rodovia, onde fomos muito bem recebidos.

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                        Por sorte a frente ainda tivemos o prazer de freqüentar o restaurante Maggiore, de nossos novos amigos Edgar e Silvio.

                        Importante região turística de Minas Gerais, Serra do Cipó possui hoje aproximadamente três mil habitantes, cuja vila esta distribuída ao longo da rodovia por uns quatro quilômetros, tendo na Vila Cipó o centro mais denso de empreendimentos. A região conta com inúmeras belas cachoeiras, ribeirões e uma flora abundante.

                        Antigo arraial de Cardeal Mota, situa-se as margens do ribeirão Soberbo e, esta dentro de área de proteção ambiental e próximo do Parque da Serra do Cipó.

                        Composta de uma formação em rochas arenosas, área que teria sido mar a bilhão e meio de anos atrás.  Possui um relevo acidentado com inúmeras cachoeiras corredeiras e piscinas naturais sendo ainda, divisor de águas das bacias do São Francisco e do Rio Doce.

                        Tão logo termina a vila do Cipó pela rodovia, inicia-se a subida da grande Serra de mesmo nome, saindo de altitudes aproximadamente na casa dos novecentos metros e seguindo até a mil e setecentos metros em alguns quilômetros de rodovia.

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                        A Serra do Cipó por sua vez,  tem em Juquinha seu personagem mais representativo.  Trata-se do Senhor José Patrício, falecido em 1983, vivia caminhando de um lado para outro no alto da serra. Juquinha ficou famoso pela gentileza de oferecer flores do campo em troca de algum dinheiro ou de comida.

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                        Muitas lendas envolvem a figura do Juquinha, uma delas de que embora toda a gentileza que fazia oferecendo flores, era uma pessoa ruim ou agressiva em alguns momentos; outra, conta que ele se alimentava de escorpiões que capturava sob as rochas da serra; e que em um determinado dia teria desmaiado e perdido a pulsação, momento em que todos pensaram ter morrido, e quando ele acordou já estava dentro de um caixão.

                        Hoje existe no alto da serra uma grande estatua em homenagem ao Juquinha, construída em 1987, pela artista Virgínia Ferreira.

                        Voltando a nossa estada na Serra do Cipó tivemos a oportunidade de desfrutar do bar restaurante da Vila Cipó, que conta quase toda noite com musica ao vivo, como também do Maggiore onde Edgar nos oferece um cardápio diferenciado além de cerveja especiais.

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                        Tivemos também a oportunidade de visitar a Cachoeira Véu de Noiva, localizada dentro de um parque, ou clube mantido pela Associação Cristã de Moços (ACM), que possui bares, duas grandes piscinas de água corrente, área de camping e chalés além logicamente da cachoeira.

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                        No outro dia seguimos para uma grandiosa cachoeira distante poucos quilômetros da vila, onde pudemos em sua praia aproveitar e tomar banho.

                        Toda nossa estada foi muito bem aproveitada na Serra do Cipó que nos deixou saudade da exuberância do local e de seu povo hospitaleiro. w.coolimba.com/view/inside-of-the-real-titanic-br-co/?page=22�P�plhttps://www.coolimba.com/view/inside-of-the-real-titanic-br-co/?page=25�

ALTO PARAÍSO, histórias e belezas naturais

                        A Pequena e famosa cidade de Alto Paraíso de Goiás, situa-se a norte da Capital Federal distante aproximadamente duzentos e quarenta quilômetros, sobre a Chapada dos Veadeiros, região mais alta do Centro-Oeste, tendo o Pico do Pouso Alto o ponto culminante de Goiás com mais de mil e quinhentos metros de altitude e a poucos quilômetros da cidade.

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                        Estive por diversas vezes em Alto Paraíso, e por inúmeros motivos sendo que em quase todos eles aproveitei das viagens para conhecer alguma cachoeira, cannyon ou poço.

                        A história do lugar esta ligada a fazenda de Francisco de Almeida e um pequeno núcleo urbano ligado a Cavalcante com o nome de Veadeiros.  Nome este motivado pela enorme quantidade de veados campeiros que existiam e ainda existe na região.

                        Em 1953, Veadeiros foi emancipado de Cavalcante ganhando o novo nome.

                        Houve inúmeros momentos na pequena Alto Paraíso, em primeiro de pequenos pecuaristas, já na década de setenta houve o impulso causado pelo então governador de Goiás que ordenou a construção de uma fabrica, que não aconteceu, a construção do Aeroporto e de um grande hotel, sendo que estes sim foram realizados parcialmente ou totalmente.

                        Outros momentos de evolução da região, tive o prazer de presenciar a partir de 1982, com a criação do Parque da Chapada dos Veadeiros.

                        Minha primeira visita foi quando da formação do parque, e foi motivada no intuito de reencontrar um amigo Radioamador que havia mudado para essa pequena cidade.  Nessa viagem fomos eu, e mais dois colegas radioamadores para a visita a cidade de Alto Paraíso que, contava com uma avenida principal, um posto de gasolina, dois únicos hotéis de viajantes e poucas ruas.

                        Em nossa visita, aproveitamos para buscar a então estrada de terra que segue de Alto Paraíso até a vila de São Jorge, e dali seguimos de carro dentro do parque até a cachoeira do Rio Preto.  Nesse tempo ainda circulava-se de carro por dentro do parque.

                        Após essa visita, e com o falecimento do amigo residente na cidade, não mais retornei, porem, em 1994 motivado pelo ilustre Professor Luiz Van Beethoven Benício de Abreu, que dirigiu por anos a Funatura e participou da criação de inúmeros parques nacionais, fui convidado a voltar a Alto Paraíso e conhecer inúmeros empreendimentos de ecoturismo.

                        Nesse retorno em companhia do professor fui surpreendido pelo desenvolvimento do local, que passou a contar com inúmeras pousadas de diferentes estilos, bares, restaurantes, e também diversos templos espirituais e religiosos. Haviam alguns em formatos de gotas, e outros de cúpulas, muitos deles que existem até hoje.

                        Comecei a perguntar o que teria acontecido, e logo fui prontamente informado pelo professor que após a ECO 92, no Rio de Janeiro, diversas religiões, ceitas e “tribos”, escolheram Alto Paraíso por entender que ali seria uma cidade mística, na mesma latitude de Machu Pichu, e com serras de grandes altitudes, alem de toda região ter muitos cristais o que para eles torna essa região de boas energias, e ainda, que estaria livre de um próximo final dos tempos.

                        Nesses grupos tinham “hippies”, discípulos de Osho, outros de religiões indiana, e uma grande leva de espiritualistas e ambientalistas.

                        O professor por sua vez circulava bem entre eles e apoiava diversos projetos de proteção ambiental, formação de reservar particulares privadas e até na orientação a novos estabelecimentos hoteleiros.

                        Nesse período estive por diversas vezes em Alto Paraíso, inclusive para descansar do dia a dia, sempre visitando alguma nova cachoeira.

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                        Mais uma vez fiquei ausente da região por muitos anos até que ano passado convidei por mais de uma vez Nayara para conhecer Alto Paraíso.   Para tanto escolhi uma pequena mais agradável pousada da Dona Cida bem ao centro na Avenida Ary Valadão, onde logo que nos instalamos,  partimos para conhecer a Cachoeira de São Bento a poucos quilômetros da cidade, e com uma excelente estrutura com um café bistrô e cervejas artesanais.

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                        Em São Bento aproveitamos para relaxar tirar algumas fotos e tomar banho em um grande poço localizado a poucos metros da cachoeira.

                        A noite aproveitei para caminhar pela avenida com Nayara visitando o comércio de roupas indianas, bares e restaurantes, onde, escolhemos por fim um restaurante bem variado com musica ao vivo para descontrair.

                        Na manha seguinte partimos ainda cedo para tirar algumas fotos das avenidas ruas e da praça do bambu, uma entre as inúmeras que existem hoje na cidade e, na seqüência fomos a Fazenda Loquinhas para conhecer seus poços em especial o Poço do Xamã.

                        Após percorrer uns cinco quilômetros do centro da cidade, logo chegamos a Loquinhas de onde partimos em caminhada, passando por alguns outros poços até atingir o Poço do Xamã.

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                        Lá permanecemos por uma hora aproximadamente e por fim retornamos para a cidade no intuito de almoçar e de iniciar nosso retorno para casa. ��