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A Praia de Pipa

(por: José Rodolpho Assenço)

                        Envolvida em diversas lendas, o nome dessa praia advém de uma história sobre uma nau portuguesa que passara ao largo e seus tripulantes pensaram ter avistado uma grande pipa nesse local, ou para melhor entendimento, um grande tonel de água. Outros, porém, garantiram que lá havia apenas uma aldeia de pescadores para onde alguns buscavam refúgio quando não queriam ser encontrados.

falesias_de_pipa

                        Outra história interessante sobre Pipa, conta que, no ano de 1928, ocorreu ali a queda de um avião que, tentando pouso forçado nos campos acima das falésias, perdeu o controle e caiu na praia. Mas todos teriam sido salvos.

praia_de_pipa

                        O certo é que Pipa é uma bela praia pertencente também ao belo município de Timbau do Sul, no Rio Grande do Norte. Antes, uma pacata vila de pescadores que foi invadida nas últimas duas décadas por turistas e surfistas de todo o mundo. Sua praia é protegida por diversos rochedos. Areia fina e espraiada formam piscinas naturais que, além de beleza singular, é ideal para quem procura relaxar em águas mornas e sem ondas.

corais_em_pipa piscinas_naturais

                        O acesso à Pipa é feito pelo centro de Timbau, seguindo-se ao sul por alguns poucos quilômetros. 

vista_da_bahia pipa

                        Logo próximo, pode-se avistar, da estrada acima das falésias, toda a baía dos golfinhos, como é chamado o local, tendo ao fundo a praia de Pipa, composição visual belíssima com falésias e dunas.  Esses atrativos visuais, combinados com o mar quente dos remansos, talvez tenham sido os motivo para essa praia despontar como importante ponto turístico do nordeste.

bacos de pesca veleiro

                        Hoje, Pipa possui inúmeras pousadas, bares, restaurantes com cozinha internacional, além de uma vida noturna agitada e, como garante alguns, possivelmente a mais animada do Rio Grande do Norte.

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A Igreja de Pedra de Conceição do Tocantins

(por: José Rodolpho Assenço)

                         Conta a história que, por volta de 1740, chegou ao local, conhecido como Mata da Cajazeira, a Bandeira chefiada por Manoel Paes Andrade no intuito de localizar novas lavras de ouro, bem como colonizar a região. Logo no ano seguinte, por ordem do bandeirante, foi fundado o Arraial de Nossa Senhora da Conceição. Nesse mesmo local, também mandou que fosse erguida uma imponente Igreja para a Santa.

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                        Iniciaram-se as obras da referida capela, obras essas que teriam sido tocadas unicamente pela mão escrava, utilizando, para esse fim, pedras avermelhadas encontradas na região. Concluíram a edificação em 1745, toda em pedra e com as paredes com espessuras que variam de um a um metro e meio de largura. Provavelmente por esse motivo a igreja até hoje se encontra em bom estado de conservação.

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                        Localizada próxima à praça, no centro da cidade, em uma pequena colina, a Igreja é referencial da história da cidade e do Estado do  Tocantins e impressiona pela beleza do rústico e da simplicidade, demonstrando a capacidade dos colonizadores e escravos em edificar obras que, certamente, perdurarão por séculos.

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                        Compõe ainda o conjunto da igreja uma casa ao fundo, provavelmente seja a casa paroquial, que é também toda em pedra e com muro que se estende por alguns metros. Próximo a ela, pode-se observar também algumas poucas casas remanescentes do período, ou seja, do século XVIII.

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                        As pedras de coloração avermelhada assemelham-se à cor de telha e, ao entardecer, refletem a forte luz do sol, que abrasa o sertão do Tocantins.

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