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O Museu da Cerveja de Blumenau

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(por: José Rodolpho Assenço)

                       O Museu da Cerveja de Blumenau é um registro da cultura e da história dos habitantes daquela região no tocante à apreciação por essa bebida. A cidade conta, atualmente, com mais de dez cervejarias, tais como: Borck, Daint Bier, Wunder Bier, Eisenbahn, Bierland.

museu_da_cerveja

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                        Localizado no centro de Blumenau, o museu foi fundado em 1996, anexo a uma bela praça arborizada, que conta ainda com um grande bar e restaurante, ponto de encontro da sociedade.

praça_em_blumenau

praça_em_blumenau

 

                        Sua origem remete à antiga Cervejaria Feldmann, que doou  a esse museu grande parte de seu acervo —  máquinas, ferramentas, balanças, moinhos de malte, tinas de fermentação além de diversos artefatos, como taças canecas e copos.

maquina_de_produção_de_cerveja

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                        A Cervejaria Feldmann foi fundada em 1898 e produzia, de forma artesanal, utilizando-se de receita trazida da Alemanha.  Foi a primeira cervejaria, no Brasil, a produzir com receita própria e a comercializar a cerveja Bock – vermelha e incorpada —, além da cerveja clara. Seus produtos tinham o nome de Cerveja Victoria e Bock.

                        Após o falecimento do fundador, Heinrich Feldmann, Claus Feldmann adquiriu a fábrica, ampliando-a e ainda comprando outras similares, chegando, assim, a produzir aproximadamente 2.500 garrafas por semana.  O fim dessa cervejaria se deu em 1954.

                        Visitei com minha filha esse ano o pequeno e belo museu no centro de Blumenau.

processo_de_fabricação

processo_de_fabricação

 

Logo que entramos nele, conhecemos as vestimentas dos colonos e dos cervejeiros da região e passamos a assistir a um filme de aproximadamente sete minutos, que apresentou o processo de fabricação da cerveja.

acervo_do_museu_da_cerveja

acervo_do_museu_da_cerveja

 

 

Em seguida, fomos para a sala principal do museu conhecer diversas máquinas. Uma primitiva geladeira, que funciona com pedras de gelo, também nos chamou a atenção.

ferramentas_do_museu_da_cerveja

ferramentas_do_museu_da_cerveja

 

                        Diversas máquinas de cerveja e chopp de diferentes datas e épocas estão em exposição no local.

choppeiras

choppeiras

 

                     Seguimos para um local onde se encontram arquivadas as diversas canecas de chopp e cerveja, entre elas a da primeira edição da oktorberfest, bem como os primeiros barris de chopes utilizados nesse evento.

canecas_das_oktoberfest

canecas_das_oktoberfest

 

                        Na parede lateral do museu, há uma exposição dos diversos rótulos de cervejas em um lado, as produzidas no país. Do outro, as primeiras cervejas produzidas em Blumenau e na região.  Na sequência, passamos para uma sala secundária, onde há uma pequena exposição de fotos antigas de Blumenau e dos Vapores no rio Itajaí.

fotos_historicas_dos_vapores_no_itajaí

fotos_historicas_dos_vapores_no_itajaí

 

                        O Museu da Cerveja é administrado pela Secretaria Municipal de Cultura e possui uma curadora, encarregada de todo acervo em exposição.

                        Finalizamos nosso passeio com uma caminhada de retorno pelo centro de Blumenau até o Hotel onde estávamos hospedados.

 

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WURSTSTRASSE e a lenda do bunker do “Führer”

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(por: José Rodolpho Assenço)

             Wurststrasse significa Rua da Linguiça. Trata-se da Rua Quinze de Novembro, que é a principal artéria do centro histórico de Blumenau (SC) e marco da colonização Alemã no Brasil.

wurststrasse

wurststrasse

                     Como se tratava inicialmente de uma trilha estreita e sinuosa, ganhou esse nome de wurststrasse em comparação com o gênero alimentício quando da chegada dos imigrantes ao Vale do Itajaí, em 1850.  Diversas reformas aconteceram alterando inclusive seu traçado sinuoso, sendo finalmente reurbanizada em 2000 para comemoração dos 150 anos da chegada dos colonos alemães à região.

                        Quando de minha rápida estada em Blumenau, em companhia de Carol, minha filha, pedimos informação aos cidadãos de descendência alemã, sobre pontos e peculiaridades turísticas do local e tomamos conhecimento da existência de diversos túneis e provável “bunker” sob o calçamento da wurststrasse, que, segundo a lenda local, teria sido construído para abrigar Adolf Hitler quando de uma eventual visita ou pela derrocada da Alemanha nazista, como uma provável rota de fuga.

rua quinze de novembro

rua quinze de novembro

           Imbuído do espírito de curioso pesquisador ou historiador, busquei imediatamente relatos sobre esses túneis e me surpreendi com a quantidade de informações disponíveis.  Descobri, nessa rápida pesquisa, que os túneis ligavam o Colégio Pedro II ao Sagrada Família e, ainda, ao colégio Dom Bosco.  Outra ramificação partia do Castelinho de Moellmann, hoje sede de uma loja de departamentos, e seguia para diversas outras casas com uma ramificação para o Rio Itajaí.

                  Mas o que, especialmente, me chamou mais atenção foi conhecer a história do Teatro Carlos Gomes, relatada, inicialmente, em conversa que mantive com um taxista. Ele me disse que o teatro, a praça e calçamento a sua frente teriam passado por obras de revitalização, acontecida recentemente e que haviam encontrado nas escavações diversos canais e até um bunker que, segundo esse motorista, serviria como um dos destinos de fuga para Hitler no final da Segunda Grande Guerra.

calçadao_do_teatro_carlos_gomes

calçadao_do_teatro_carlos_gomes

               Diversos relatos encontrei sobre o Teatro. Foi construído em 1939 com recursos advindos do Terceiro Reich. Possui um formato germânico-nazista e ainda uma pequena varanda. Acreditava-se que, após a vitória na guerra, Hitler visitaria todos os pontos de colonização alemã ao redor do mundo, e nessa pequena varanda imporia sua nova ordem mundial.

                   Até os dias de hoje, há dúvida se Adolf Hitler teria realmente se suicidado. Não existe registro sobre a ocupação soviética em Berlim, com relação ao paradeiro dele nem o de Eva Braun. Sabia-se apenas da possibilidade de fuga de ambos para algum pais da América Latina.

               Há quem diga que os inúmeros canais construídos durante a Segunda Grande Guerra se destinaram a esconder simpatizantes nazistas dentro do Brasil e a receber algum staff do Reich em fuga da Alemanha destruída.

                     Conversei sobre o assunto com minha filha e decidimos fazer quase todo o percurso da Rua XV de Novembro a pé conhecendo as edificações de estilo germânico.

                Outra agradável surpresa no caminho: a belíssima Catedral de São Paulo Apóstolo.  Assim que chegamos a sua entrada, na Wurststrasse, subimos uma breve escadaria em pedra e seguimos para sua entrada.

catedral_de_sao_paulo_apostolo

catedral_de_sao_paulo_apostolo

             A Catedral possui diversos vitrôs, alguns coloridos, outros decorativos, registrando as estações de Cristo.  Um salão gigante com pé direito muito alto chama também atenção; de igual forma, a pedra de água benta em rocha logo na entrada, bem como os confessionários em mármore.

catedral_de_blumenau

catedral_de_blumenau

             Segui com minha filha até próximo ao altar, de onde observamos, à esquerda, um belo vitrô; e à direita, o mezanino com um órgão.

orgão

orgao

             Apos a visita à catedral, seguimos pela rua, fotografando diversas casas, em especial o Castelo Moellmann e uma pequena praça a sua frente.

castelo_moellmann

castelo_moellmann

 Prosseguimos depois para o Teatro Carlos Gomes.

teatro_carlos_gomes

teatro_carlos_gomes

        Nesse teatro, fiz questão de fotografar a pequenina varanda, construída provavelmente para o discurso do Führer, quando em visita, e a praça e jardim que estão sobre os túneis.

calçamento_no_teatro_carlos_gomes

calçamento_no_teatro_carlos_gomes

               Seguimos pela rua até seu final e, de lá, registramos a Prefeitura Municipal de Blumenau, um prédio grande e largo, construído para ser a estação ferroviária,

locomotiva_no_jardim_da_prefeitura

locomotiva_no_jardim_da_prefeitura

tendo sido empregado nessa sede idêntica técnica de construção enxaimel utilizada pelos colonos.

prefeitura_de_blumenau

prefeitura_de_blumenau

         Finalizamos nosso passeio às margens do Rio Itajaí, observando alguns banhistas, pessoas que desfrutavam do rio passeando de lancha e jet  e observando a ponte Aldo Pereira de Andrade,

ponte_sobre_o_rio_itajai

ponte_sobre_o_rio_itajai

construída em 1931 com equipamentos e metais trazidos da Alemanha.