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Monthly Archives: agosto 2017

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PANDEIROS – Vila, Mata e Cachoeiras no Pantanal Mineiro

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(por: José Rodolpho Assenço)

                   Pandeiros e suas belas cachoeiras um destino inusitado, um complexo ambiental de rica diversidade, localiza-se no norte de Minas. Fica a cinquenta quilômetros de Januária, por sofrida estrada de terra areia e pedras.

                   É um importante afluente direto do São Francisco, não pelo volume de água, mas pela diversidade imensa que apresenta. Padeiros um dos principais berçários de peixes, notadamente na planície, quando se espalha formando um grande pantanal, local escolhido por inúmeras espécies para a desova.

rio pandeiros

rio pandeiros

                   Sua riqueza talvez esteja relacionada a grande variedade de flora, e de clima, em uma mistura de cerrado e caatinga, com matas ciliares e de várzeas, amparadas por uma área de proteção ambiental APA.                                       

pandeiros

pandeiros

             Pandeiros é também uma pequena vila, um distrito de Januária, seguindo a MG 479 rumo à Chapada Gaúcha e ao Grande Sertão, contando com uma usina hidroelétrica abandonada e diversas cachoeiras.

casa em pandeiros

casa em pandeiros

                   Nas cacheiras, há um balneário com restaurante, bar e uma grande área de lazer.

                   No período de carnaval próximo passado, quando estávamos em Januária acompanhado do amigo Humberto Neiva e de sua família, fomos convidados para conhecer Pandeiros.  Humberto já havia estado no local muitos anos atrás.

                   Saímos logo cedo do centro de Januária e seguimos pela estrada de terra. Nesse primeiro trecho, ainda terra vermelha, semelhante ao barro do cerrado, com algumas poucas casas de um lado e outro da MG479. Nos primeiros dez quilômetros, a estrada ainda estava boa e era possível transitar a aproximadamente 40 Km por hora.

                   Meu amigo Humberto não havia me informado da distância de Pandeiros; na verdade, eu pensava que era perto, e confesso que, após os dez primeiros quilômetros, já aguardava chegar ao local.

                   Esse ainda é um grande erro do viajante. Mas, em tempos de internet, recomenda-se, antes de qualquer aventura, conhecer e ver as distâncias a serem percorridas.  Por sorte, estava com o veículo abastecido e, assim, prosseguimos sertão adentro.

                   À medida que seguíamos por essa estrada, ela ia piorando e, por volta do vigésimo quilômetro, chegamos a Tejuco, mais uma vila ou distrito de Januária.

tejuco januária

tejuco januária

                   Após Tejuco, imagino termos rodado uma hora e meia de muita areia e pedras, algumas bem grandes, obrigando a dobrar o cuidado com veículo.  Por fim, avistei um conjunto de antenas sobre uma torre e percebi que estávamos chegando.

                   Buscamos, na sequência, uma curta estrada de areão que nos levou rapidamente ao balneário onde paramos. A essa altura, após duas horas e alguns minutos de estrada ruim, já era hora de almoço.

                   Logo achamos o restaurante onde encomendamos uma galinhada e também carne de sol.

                   Aproveitei o tempo do preparo do almoço para conhecer a primeira cachoeira, que fica bem à frente do restaurante. Encontrava-se repleta de crianças brincando.  Aproveitei para fazer algumas fotos.

balneário de pandeiros

balneário de pandeiros

                   O Calor era imenso e indispensável tomar uma cerveja gelada.

                   Depois do almoço, seguimos às orientações prestadas de dois policiais militares que nos indicaram o caminho ou trilha para as próximas cachoeiras, que ficam, no máximo, a cinco minutos de caminhada da outra.  No percurso, pudemos observar uma mata ciliar interessante com árvores de cerrado e de caatinga.

trilha em pandeiros

trilha em pandeiros

                   Logo chegamos à segunda cachoeira, que compunha de uma pequena queda d’agua com grande volume e forte correnteza. 

segunda cachoeira em pandeiros

segunda cachoeira em pandeiros

 

Aproveitamos para tirar algumas fotos e seguimos para a cachoeira principal, mais cinco minutos acima.

trilha para a cachoeira pandeiros

trilha para a cachoeira pandeiros

                   Quando no meio da mata em que estávamos caminhando, descortinou-se uma bela e grande queda d’agua com um imenso espraiado local, excelente para banho.

poço da cachoeira pandeiros

poço da cachoeira pandeiros

A água não estava fria, tendo em vista que segue por um grande espraiado, além de percorrer todo um pântano.

cachoeira pandeiros

cachoeira pandeiros

                   No local, aproveitei para tirar inúmeras fotos e de onde se observa também, ao fundo, o prédio da usina hidroelétrica.

                   Infelizmente, não podíamos ficar nesse belo lugar por muito tempo, pois sabíamos da imensa caminhada e estrada que iríamos enfrentar de volta e, por fim, o que temíamos realmente aconteceu: chegamos de volta a Januária já era noite.

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BIRIBIRI – Aos Poucos uma Vila Fantasma volta a ser ocupada

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(por: José Rodolpho Assenço)

                   Biribiri, que em tupi-guarani significa buraco fundo, é uma vila incrustada na serra e no parque estadual de mesmo nome a aproximadamente doze quilômetros de Diamantina, volta lentamente a ser ocupada e desponta como um polo de turismo, de lazer e de aventura. Local bucólico, tranquilo e que guarda em sua fábrica abandonada lembranças de seus antigos moradores.

biribiri

biribiri

                   Neste ano, tive a oportunidade de conhecer a bela vila de Biribiri acompanhado de Nayara e do fotógrafo Cleber Medeiros, quando de nossa estada rápida por Diamantina, no feriado de Corpus Christi.

parque estadual de biribiri

parque estadual de biribiri

                   A vila teve início quando da instalação de uma fábrica de tecelagem pela família Mascarenhas, em 1877. Some a isso o fato de que construíram uma vila para abrigar os funcionários que ali iriam trabalhar alem de uma pequena hidroelétrica.

                   No auge, a fábrica chegou a ter mil e duzentos funcionários e a vila um total de 35 casas, uma Igreja, um clube, refeitório e demais aparatos necessários para o dia a dia dos funcionários.

                   Porém, no início da década de setenta do século passado, devido aos altos custos de produção, a família Mascarenhas decidiu fechar a fábrica e tentou vender a fazenda, não obtendo êxito.

                   Depois de vários anos em que a vila ficou completamente desabitada, a família começou a vender os imóveis, entre os quais trinta casas, de forma parcelada.

                   Hoje já funciona, no local, dois restaurantes, uma pousada pequena, mas aconchegante. Planeja-se construir um prédio que servirá de hotel com mais de cinquenta leitos.

seminário em biribiri

seminário em biribiri

                   Em nossa viagem, saímos em uma manhã de Diamantina, ainda bem cedo, e começamos a percorrer quinze quilômetros em razoável estrada de terra que separa Biribiri daquela cidade.  Logo alcançamos um local sinalizado informando tratar-se do mirante da cruzinha. Estacionamos o carro e descemos para fazer algumas fotos.

entrada do mirante da cruzinha

entrada do mirante da cruzinha

                   No alto do mirante, existe um singelo banco de madeira e, do local, avista-se diversas montanhas da cordilheira do alto rio Jequitinhonha.

mirante da cruzinha

mirante da cruzinha

                   Na sequência, em mais alguns quilômetros, entramos para conhecer a Cachoeira do Sentinela e ficamos maravilhados com a transparência de suas águas, o verde que a cerca e a tamanha beleza.

cachoeira do sentinela

cachoeira do sentinela

                   Muitas fotos fizemos, sem poder, de maneira alguma, desfrutar do mergulho, pois a temperatura naquela manhã estava em torno de doze graus e havia feito muito frio na noite anterior.

detalhes da cachoeira sentinela

detalhes da cachoeira sentinela

                   Após passear por toda a cachoeira, seguimos nossa viagem até Biribiri e passamos por uma ponte onde se encontra assentada a hidroelétrica. Em seguida, deparamo-nos com um grande buraco na serra de onde já avistávamos a vila abaixo.

cachoeira do sentinela

cachoeira do sentinela

                   Logo que chegamos à vila, por volta de meio-dia, havíamos caminhado bastante e encontrávamos cansados.

                   Entramos no restaurante do Adilson e sentamo-nos a uma mesa abaixo de uma mangueira, no largo central da vila, tendo ao nosso lado o antigo clube desativado.  Descansamos um pouco  enquanto aguardávamos a fome para apreciar o buffet do restaurante. Enquanto isso, tivemos a oportunidade de conhecer uma cerveja forte, vermelha, encorpada de excelente qualidade produzida em Diamantina com o nome de “Diamantina Garimpo”.

praça em biribiri

praça em biribiri

                   Após o almoço, seguimos para fotografar a bela Igreja da vila, as casas ao largo e o prédio do seminário.

igreja de biribiri

igreja de biribiri

                   Realizamos muitas fotos no local e dispensamos mais de uma hora visitando as casas dessa vila para, ao final, seguirmos para conhecer a pousada.

biribiri

biribiri

                   Fomos bem recebidos e prontamente apresentaram todas as dependências do estabelecimento.  Nayara ficou maravilhada e queria se instalar de qualquer maneira na pousada, porém não havíamos previsto pernoitar, além de que, por motivos de um casamento na vila, não haveria quartos disponíveis nos dias seguintes.

                   Após esse belo dia em visita a Biribiri. Retornamos para a grande e bela Diamantina, de onde seguiríamos a noite pela procissão de Corpus Christi para fotografar o evento.