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Ponte da Integração ou Fernando Henrique Cardoso e o Lago de Palmas

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(por: José Rodolpho Assenço)

A Ponte da Integração ou Ponte Fernando Henrique Cardoso cruza o imenso lago de Palmas, capital do Tocantins, e é uma importante atração turística da jovem capital.

Construída em uma sequência de pontes e aterros – uma ponte maior e elevada, que possui um quilômetro de extensão, e duas menores com cem metros cada; e quatro aterros —, essa imponente obra, de oito quilômetros de extensão, pode ser avistada a longas distâncias.

vão central da ponte fernando henrique cardoso

vão central da ponte fernando henrique cardoso

Constitui essa obra o sistema “causeway”, muito utilizado em outros países e sendo essa a segunda maior do Brasil.

A Ponte faz a travessia sobre o Rio Tocantins, ligando o Paraíso do Tocantins e a BR 153 a Palmas, tendo ao seu lado oposto a capital, o simpático distrito de Luzimangues, com população superior a 2.500 habitantes, sem contar com diversos novos loteamentos pertencentes ao município de Porto Nacional.

Luzimangues conta com uma simpática praia logo próxima à ponte, com quiosques e um longo deck e uma extensa área de laser, tudo proporcionando aos visitantes uma bela visão, tanto da ponte FHC como da capital e de alguns espigões.

cais em luzimangues

cais em luzimangues

O lago possui dimensões gigantescas, com 180 quilômetros de extensão; inúmeras praias de ambos os lados, duas ilhas que também compõem o conjunto de praias, em especial a de Ilha Canela, para onde existem passeios partindo de Palmas.

lago de palmas

lago de palmas

Possui ainda, aproximadamente nove quilômetros de largura, perfazendo uma área total de 630 quilômetros quadrados, construído com a formação da Usina Hidroelétrica de Lajeado

No lado oposto a Luzimangues, ainda na capital, existe um pequeno porto e a orla da Praia da Graciosa com infraestrutura de bares e restaurantes.  Uma grande cais em pedra compõe o conjunto com diversos flutuantes que realizam passeio no lago.

Em nossa estada em Palmas, visitamos a ponte e paramos para observar ambas as orlas. Contamos, nesse relaxante passeio, com a presença do professor Flavio Thiessen, coordenador esportivo, que acompanhava uma competição na cidade.

ponte fernando henrique cardoso

ponte fernando henrique cardoso

Primeiro atravessamos toda a ponte e seguimos para a orla de Luzimangues, onde, entrando por um pequeno condomínio logo próximo à ponte, chegamos a um grande quiosque-bar, que estava sendo reformado, percebemos que ao seu redor uma grande obra de estrutura, gramados e jardins estavam finalizando.

Seguimos em direção a um amplo cais com deck, todo em madeira que adentrava ao lago. No entanto, não observamos, nessa ocasião, nenhuma embarcação atracada ou a caminho desse ponto.

luzimangues e a ponte fhc

luzimangues e a ponte fhc

É importante ressaltar as enormes possibilidades de navegação de lazer e comercial que este grande lago pode proporcionar, pois atravessa diversos municípios e rodovias.  Existe, inclusive, um projeto de transporte multimodal ligando a ferrovia norte-sul, utilizando-se desse lago no complemento ao transporte para a capital.

Ainda no deck, observamos alguns banhistas que se aproveitavam da beleza do local para relaxar e fugir do calor implacável do Tocantins.

Paramos para realizar algumas fotos da ponte, do grande lago, e de Palmas, e ficamos impressionados com silhueta dos prédios, indicando a grande largura percorrida.

praia de luzimangues

praia de luzimangues

Após as fotos, retornamos ao lado da capital e tão logo estacionamos o carro, iniciamos uma sequência de fotos da praia da Graciosa, do cais das embarcações.  Algumas fotos da praia com alguns prédios ainda em construção.

orla da graciosa

orla da graciosa

Nesse lado do lago, pode se ver próximo a Palmas, na ponte FHC, uma de suas vazantes de cem metros intercalados ao aterro.

vazante da ponte em palmas

vazante da ponte em palmas

Passamos por alguns restaurantes da orla da Graciosa, de onde se pode desfrutar da culinária composta de pescados, além da regional, da qual não tivemos a oportunidade de desfrutar, tendo em vista que havíamos almoçado fazia pouco tempo.

Finalizamos, na sequência, nossas fotos e passeio, pois uma nuvem grandiosa anunciava chuva para os instantes seguintes.

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MONTE DO CARMO – 275 anos de histórias e lutas

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(por: José Rodolpho Assenço)

                   Monte do Carmo, antigo Arraial de Nossa Senhora do Carmo, possui uma história rica em lutas e disputas entre mineradores, bandeirante e os Índios Xerentes.  Uma das minas de maior produção de ouro aluvião da então capitânia de Goiás e que mereceu atenção especial do Rei de Portugal.

                   Tive a oportunidade de visitar o Monte do Carmo neste ano, acompanhado de meu primo Ruy, em nossa estada ao estado do Tocantins, quando da realização de outros eventos.

monte do carmo

monte do carmo

                   Na verdade, já havia estado de passagem por Monte do Carmo acompanhado do fotografo Cleber alguns anos atrás, no intuito de seguir para o Jalapão, momento esse em que a prioridade não era de conhecer o pequeno município.

                   Passamos, naquele momento, por Monte do Carmo e até avistamos a Matriz ao longe, mas, como havia dito, nossa prioridade era atingir Ponte Alta do Tocantins e nos hospedar para seguir no próximo dia ao deserto.

                   O Arraial de Nossa Senhora do Carmo foi fundado em 1741 pelo minerador português Manoel de Souza Ferreira e acompanhado de diversos outros mineradores portugueses e escravos, tão logo encontraram grande quantidade de ouro no córrego Matança.

casa em monte do carmo

casa em monte do carmo

                   Observa-se que os mineradores portugueses fundaram grande parte dos arraiais ao norte de Goiás, talvez em respeito ao tratado de Tordesilhas, pois ainda não havia uma decisão definitiva das terras a oeste desse ocupadas pelos bandeirantes paulistas.

                   O arraial se situava em um suave outeiro entre este córrego e o Sucuri, contornando praticamente toda a cidade.  Por sua vez, o córrego Matança tinha esse nome devido à grande quantidade de garimpeiros mortos pelos índios no local, hoje se chama Água Suja, talvez pela grande movimentação da mineração acontecida ao longo dos anos.

                   Toda a região próxima ao rio Tocantins era habitada pelos índios Xerentes, que não aceitavam a presença de invasores em sua região.  Esses índios bravios já haviam atacado em outros arraiais do Tocantins uma luta por sua vez que se estendeu por um século.

                   O Carmo erra insistentemente atacada pelos Xerentes e em uma ocasião levou a morde de grande parte de sua pequena população, diante dos acontecimentos, a Coroa Portuguesa enviou para o arraial o Padre José Faustino da Gama com aproximadamente mil escravos.

                   Duas Igrejas foram construídas inicialmente no sopé da serra, estando essas em ruínas ou completamente sem vestígios, porém, no ano de 1801, foi construída a Matriz de Nossa Senhora do Carmo em uma praça central no topo do pequeno outeiro que persiste até os dias de hoje.

                    Em nossa visita a Monte do Carmo, assim que chegamos a cidade, buscamos imediatamente a praça da Igreja Matriz, no intuito de registrar esse importante arraial do ciclo do ouro que compunha com Natividade, Arraias e  Pontal as principais minas da Comarca do Norte de Goiás.

matriz de nossa senhora do carmo

matriz de nossa senhora do carmo

                   Logo que chegamos à praça, estacionamos o carro de forma a não atrapalhar nossas fotos da citada Matriz, que conta com uma cruz muito antiga em madeira pouco mais a sua frente sendo uma construção, embora grande, muito simples, sem torre com os sinos sustentados em estacas do seu lado direito.

                   Achei por bem fotografar os sinos antigos em bronze e circulei por toda a velha matriz.

nave da matriz do carmo

nave da matriz do carmo

                   Em seguida, adentramos na Igreja com uma nave grande e simples, um altar principal, produzido com madeira envernizada (recente),

altar principal

altar principal

e ao lado direito de quem entra, a ela estava sim o antigo altar, e algumas imagens nos pareceu estar a espera de restauração ou pintura.

antigo altar do carmo

antigo altar do carmo

                   Seguimos para a sala de sacristia, que hoje está destinada a orações, onde um grande tronco de árvore sustenta imagens nesse local, estava junta aos bancos uma senhora que me aparentou ter bastante idade rezando silenciosamente.

sala de oraçoes

sala de oraçoes

                   No corredor na outra lateral da Igreja, observamos duas escadas — uma que dá acesso a um mezanino em madeira no fundo da Igreja, destinado à pequena orquestra ou banda que toca as músicas que acompanham as missas.

pedra batismal da matriz de nossa senhora do carmo

pedra batismal da matriz de nossa senhora do carmo

                   A escada dianteira leva a um balaustre no meio da Igreja que era muito comum destinada a um violino, ou ainda quando a palavra do padre necessitava de ser feita em alto tom próximo aos fieis.

                   Concluídas as Igrejas, seguimos buscando fotografar algumas poucas casas existentes, e que hoje já estão parcialmente reconfiguradas e que nos remetem aos séculos XVIII e XIX.

casa antiga em monte do carmo

casa antiga em monte do carmo

                   No outro lado da praça após o local onde estacionamos o carro, existe um prosseguimento desta com um grande colégio em seu lado oposto á entrada com pequeno e belo coreto, contando ainda com um ajardinamento e bancos bem interessante.

coreto de monte do carmo

coreto de monte do carmo

                   Nesse momento, segui a curiosidade e a sensibilidade do Ruy em fotografá-lo e em especial suas janelas com interessantes detalhes e tudo muito bem conservado.

detalhes janela do coreto

detalhes janela do coreto

                   Após todos os conjuntos, caminhamos rapidamente observando a rua principal da cidade ou rua comercial que estava tomada de manifestações e bandeiras relativas às eleições municipais que se antecediam.

                   Contentes com a aventura no antigo arraial, finalizamos nossa estada retornando ao veículo e seguindo de volta à capital.

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