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Monthly Archives: Abril 2016

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Matriz de Nossa Senhora do Rosário em Pirenópolis

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(por: José Rodolpho Assenço)

                   A Matriz de Nossa Senhora do Rosário em Pirenópolis representa o maior prédio construído e concluído do período colonial em Goiás – ciclo do ouro — e é o maior símbolo da história da colonização do sertão e a mais tradicional Igreja Católica do estado.

                   Construída no estilo colonial do barroco arcaico e singelo, utilizando-se de diversas técnicas provavelmente devido a sua dimensão, a Igreja Matriz tem suas bases em pedras e paredes de taipas de pilão, paredes superiores em adobe, reforçando-as com uma estrutura de aroeira, além de vigas e pilastras desse mesmo tipo.

matriz_de_nossa_senhora_do_rosário_em_pirenópolis

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                   Sua história remonta ao início da colonização de Goiás e à fundação do Arraial de Meia Ponte em 1727 e sua construção teria iniciado logo no ano seguinte, e concluída por volta de 1732 a 1734.

                   Diversas modificações e ampliações aconteceram ao longo desses séculos, como por exemplo, a casa paroquial e a camarinha foram concluídas em 1763.  Inicialmente, foi edificada apenas uma torre; a segunda teve suas obras iniciadas logo no ano seguinte à construção da camarinha.

                   Por volta de 1767 a 1770, foram feitas as pinturas no altar-mor, tendo também esse sido recuado e ampliado, aumentando, assim, o aspecto interno na nave.  Anjos executados no entalhe de madeira e crucifixo também foram realizados nesse curto período.

detalhes_da_matriz_de_pirenópolis

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                   Muitos reparos foram feitos na Igreja, em especial em 1838, com a reconstrução do telhado e o rebaixamento das duas torres que, na versão inicial, tinham uma altura maior.  Em 1877, a instalação do relógio de fabricação alemã na torre sineira.

vista_da_nave_da_igreja_matriz_em_pirenópolis

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                   A Matriz de Pirenópolis foi tombada como Patrimônio Histórico pelo IPHAN em 1941, tendo havido, a partir dessa data, diversos reparos nesse belo prédio, sendo que, entre 1996 e 1999, foi concretizada uma grande restauração.

                   No dia 5 de setembro de 2002, esse símbolo da cidade e do barroco goiano sofreu um acidente catastrófico: um grande incêndio, do qual ainda não se conhece o motivo definitivo, varreu, em chamas, todos os requintes interiores e obras desse acervo, restando dela somente sua fachada e paredes externas.

matriz_de_pirenópolis

matriz_de_pirenópolis

                   Uma imensa tristeza abateu sobre a cidade e os pirenopolinos  viram sua bela praça e Igreja, marco maior dessa cidade, destruídas e transformadas em cinzas e ruínas.

                  A partir desse acontecimento, diversas reuniões entre a comunidade, governo local e IPHAN foram realizadas. Muitos não acreditavam na possível reconstrução do monumento.  Achavam que a destruição teria sido tamanha que nada mais havia a ser feito.

                   Mas, felizmente, decidiram pela reconstrução total da Igreja e prontamente o IPHAN atendeu ao pedido feito pela comunidade e, na sequência, uma força tarefa foi formada, seguindo-se pela construção de uma cobertura montada para evitar que a chuva atingisse diretamente as paredes de adobe e viessem a destruir o que restou.

                   Sua reconstrução — e restruturação — foi feita em um projeto de canteiro aberto com a visita e a participação de turistas e da sociedade.  Foi construído um canteiro digital para que os novos artesãos e artífices pudessem trabalhar sobre as imagens da Igreja original. Assim, uma reconstrução se fez nascer e surgiram novos construtores conhecedores de técnicas seculares, como o adobe de pilão e a taipa.  A presença de alguns carpineiros (hábeis em madeira e entalhes) fez nascer, na cidade, uma legião de novos artistas da madeira entre aqueles jovens que ajudaram na reconstrução desse importante prédio.

altar_mor

altar_mor

                   A partir de 1989, confesso ter estado em Pirenópolis por mais de uma centena de vezes, sempre no intuito de fugir da cidade grande buscando para tanto um banho de rio ou uma bela cachoeira sem nunca ter tido a oportunidade de realizar um conjunto de fotos desse belo monumento.

praça_da_igreja_matriz

praça_da_igreja_matriz

                   Este ano, em uma de minhas idas, achei por bem fazer um singelo relato desse magnífico prédio e suas cercanias.  Estava, dessa feita, acompanhando um grupo de colegas do Rotary Club, no intuito de realizar, na cidade, um evento e aproveitei de um tempo livre acompanhado de meu filho para essa visita.

museu_da_igreja

museu_da_igreja

                   Iniciei pela fachada principal e a praça, na sequência, escolhi visitar um pequeno museu que relata sobre o incêndio localizado na camarinha onde, nesse espaço, existe um mural com fotos do acontecido, painéis com a história da Igreja e de sua reconstrução, além do belo sino em bronze, parcialmente derretido.

sino_de_bronze_derretido_no_incendio

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                   Segui para a nave principal, onde algumas paredes permanecem abertas, para que possamos ver suas paredes originais em taipa e adobe.

parede_de_taipa_e_adobe

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                   Segui em direção ao altar-mor para fotografá-lo. Observei as novas obras realizadas de entalhes em madeira.

altar_mor

altar_mor

                   Feliz com a visita, retornei a meu grupo de trabalho para realizar as atividades para quais viemos a essa bela cidade.

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RIBEIRÃO DAS LAJES em Cristalina

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(por: José Rodolpho Assenço)

                 O Ribeirão das Lajes é um balneário construído nas margens de um belo ribeirão pela Prefeitura Municipal de Cristalina, e por ora, encontra-se cedido, por concessão, à iniciativa privada. Distante, aproximadamente, doze quilômetros da sede do município e cento e quarenta quilômetros de Brasília.

                   Representa um conjunto de quedas d’água, cachoeiras e poços, tudo, hoje, em bom estado de conservação e limpeza.

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                   Nos dias mais quentes de dezembro próximo passado, tive duas oportunidades de visitar o local acompanhado das crianças, quando desfrutamos dessa praia de cerrado.

                   Fazia muito tempo que havia visitado o local. Antes, toda a beira de rio tinha um péssimo aspecto, por falta de cuidado dos que o visitavam, possivelmente pela facilidade de acesso. A visita era gratuita à época. 

                   Mas ocorreu a transformação da fazenda em parque e da sua concessão à iniciativa privada, razão que me animou a levar os familiares para um banho de rio naquela localidade.

          Era um sábado, de dezembro, quando seguimos nessa incursão.O calor estava insuportável. Fazia tempo que não chovia.

                   Logo que chegamos a Cristalina, lanchamos e seguimos por uma estrada de terra em médio estado de conservação, por aproximadamente dez quilômetros, até a entrada da fazenda, onde, passando um primeiro acesso, depois descemos por mais uns dois quilômetros até o parque, às margens do belo riacho.

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                   O local estava bem vazio, poucos carros estacionados, algo que já me agradou. Pude, de imediato, perceber as boas instalações: uma lanchonete e um grande restaurante em forma de ranchão.  Mas não paramos por ai, desci com o veículo até a praia artificial, onde existe um belo poço natural, excelente para se nadar.

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                   Assim que chegamos, passamos por uma pequena ponte suspensa, que dá acesso à praia e, logo que as crianças começaram a desfrutar do local, busquei minha máquina fotográfica para registrar toda a beleza ainda preservada da região.

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                   Iniciei fotografando o grande poço, o estacionamento e as árvores. Do lado oposto de onde estávamos, havia alguns elegantes buritis que também compunham esse quadro.

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                   Desisti momentaneamente de prosseguir tirando fotos, pois preferi acompanhar todos em um banho de rio, onde permaneci por algumas horas.

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                   O ribeirão desce por uma sequência de lajes de rocha cristalina, onde as águas límpidas escorregam, transformando esse conjunto em um imenso tobogã natural. E logo seguimos para esse local; escolhi parar o veículo em um ponto onde me proporcionava tomar sol e, ao mesmo tempo, fazer uma suave hidromassagem, provocada pela descida das águas.

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                   Permaneci nessas lajes por alguns momentos e observei que as crianças distanciavam-se, subindo-as. Por questão de segurança, tive que acompanhá-las.

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                   Voltei a minha máquina e iniciei novas fotos das paredes e tobogãs das lajes e das águas cristalinas.

                   Prossegui por algumas pequenas cachoeiras e piscinas, essas não naturais, alimentadas pela água correntes.

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                   Parei de fotografar e segui para o conjunto de cachoeiras superiores.

                   Já se aproximava das 16h, quando  chamei todos para almoçar. Confesso que tive um pouco de trabalho em convencê-los a sair daquele local. Ainda bem que a comida do restaurante, simples, mas saborosa, deixou-nos todos satisfeitos, e isso sem contar com o bom atendimento que nos foi dispensado.