Monthly Archives: março 2015

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Sítio Arqueológico do Bisnau

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(por: José Rodolpho Assenço)

                         O Sitio Arqueológico do Bisnau situa-se a 42 quilômetros de distância da cidade goiana de formosa, no sentido norte, em uma região de serra que antecede o vão do Paranã, conhecido como serra do Povoado JK.

                        Trata-se de uma região de formação calcária e arenítica de vegetação densa e exuberante, repleta de pequenas fazendas de gado.

região_do_bisnau

região_do_bisnau

 

                        Há muito ouvia falar sobre esse local e já cheguei a passar algumas vezes de carro próximo de lá, pela estrada BR-020, seguindo no rumo norte e, em algumas vezes, parei para almoçar no topo dessa serra, em pequenos restaurantes especializados em cozinha caipira, tudo feito em fogão de lenha, e o cardápio sem escapar da carne de porco ou da galinhada.

                        Em um domingo, convidei Ana Paula, minha companheira, e seu pai para saborear uma comida da roça.  Informei que o local era “logo ali”!  Passados poucos quilômetros de Formosa, questionaram-me sobre a distância, mas não tive que dar muitas explicações, pois já estávamos chegando ao restaurante, no acesso ao Bisnau, onde, por volta de uma hora da tarde, desfrutamos de uma galinha caipira com legumes e mandioca.

restaurante_no_bisnau

restaurante_no_bisnau

 

                        Após o almoço, seguimos por uma estreita estrada de terra, que leva a uma fazenda, local onde se situa o sitio arqueológico.  Ultrapassadas algumas porteiras, chegamos à fazenda e partimos em direção ao sitio.

                        Trata-se de uma grande Lage de pedra calcária, com uma inclinação de uns 20 graus. Mal subimos, formos surpreendidos pela imensa quantidade de petróglifos — escavações rupestres na pedra em baixo relevo — contendo informações múltiplas e indescritíveis figuras.

lage_de_pedra_no_bisnau

lage_de_pedra_no_bisnau

 

                        Em algumas delas, conseguimos observar imagens geométricas que nos fazem lembrar estrelas; noutra, é possível identificar figuras de animais e rodas.

figuras_semelhantes_a_astronomia

figuras_semelhantes_a_astronomia

 

                     Observamos, inicialmente, um desses desenhos, onde continha três círculos, sendo o primeiro maior e em formato de um olho, ligado verticalmente a dois menores. 

petróglifos

petróglifos

 

No seguinte, havia círculos ligados perpendicularmente, assemelhando-se à figura de um cabide.

figuras_no_bisnau

figuras_no_bisnau

 

                        Passamos, na sequência, para outro local dessa grande laje, onde diversas figuras se confundem: havia duas grandes barras, diversos círculos, uma figura análoga à humana e outra na configuração de um cacho de uvas. 

diversas_figuras

diversas_figuras

 

 

Aproximamos um pouco mais e percebemos que pequenas figuras isoladas pareciam refletir-se ao sol ou a luz do sol.

petróglifos_que_lembram_o_sol

petróglifos_que_lembram_o_sol

 

                        Intrigantes também, além dos diversos círculos com formato de olho, são os desenhos que parecem formar um colar de contas com uma linha atravessando-as.

figuras_em_forma_de_contas_no_bisnau

figuras_em_forma_de_contas_no_bisnau

 

Próximo dali, também encontramos outra que lembra alguém segurando uma roda.

figura_no_bisnau

figura_no_bisnau

 

                        O local já foi visitado por pesquisadores de diversos paises e estima-se que os petróglifos sejam datados de aproximadamente dez mil anos.

petróglifos_do_bisnau

petróglifos_do_bisnau

 

                        Passeamos por toda a laje registrando uma quantidade considerável de imagens dessas figuras inusitadas e, após um bom tempo analisando essa obra de arte, percebemos que uma chuva forte se aproximava.  Decidimos então, naquele momento, terminar nossa observação e retornar para casa, todos satisfeitos tanto pela visita ao sitio arqueológico como pelo almoço.

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Gruta da Lapa Nova

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(por: Cleber Medeiros)

                Já estava perto da hora do almoço e resolvemos sair de Paracatu rumo a Vazante.

                Estávamos eu, o pesquisador e também fotógrafo Rodolpho Assenço e o anfitrião e guia, o empresário Humberto Neiva. Nossa meta era conhecer a famosa gruta da Lapa Nova e outras belezas naturais que pudessem ser descritas e mapeadas para o Foto Strada.

               A cidade de Vazante cresceu em um vale, entre  serras cheias de rochas gigantescas e muitas árvores.

               Logo que entramos na cidade, encontramos a gruta da Lapa Velha, na praça Dom Eliseu.

gruta_da_lapa_velha

gruta_da_lapa_velha

 

                Na pequena gruta incrustrada ao pé de uma montanha tem uma imagem de Nossa Senhora – colocada onde costumam dizer que ocorreu uma visão da santa – e muitos devotos vão até lá pagar promessas, rezar e prestar homenagens.

lapa_velha

lapa_velha

 

                 Infelizmente havia um portão fechando o acesso a gruta, o que nos limitou a fotografar apenas do lado de fora, entretanto, é de uma beleza singela se comparada ao que estava por vir, a Gruta da Lapa Nova.

                O portão da gruta da Lapa Velha só é aberto uma vez por ano, no período de festividades religiosas.

                Após uma rápida volta pela cidade, paramos para almoçar e resolvemos seguir para a gruta da Lapa Nova, a cerca de 5 km do centro da cidade.

entrada_da_gruta_lapa_nova

entrada_da_gruta_lapa_nova

 

                 A estrada é amigável e repleta de belezas naturais e culmina em um pórtico feito com paredes de pedras, onde fica a entrada do parque que dá acesso a gruta – que é considerada a quarta maior do país.

portico_da_grupa_da_lapa_nova

portico_da_grupa_da_lapa_nova

 

                 Após uma trilha curta, de aproximadamente 500 metros com alguns desníveis e subidas – mas nada que seja muito puxado para pessoas relativamente sedentárias – chegamos a entrada da gruta, aparentemente monumental, mas sem maiores atrativos.

passarela_para_a_gruta

passarela_para_a_gruta

 

               Como chegamos ainda na hora do almoço, havia poucas pessoas e apenas um guia, então resolvemos seguir sozinhos por um período, levando duas câmeras em tripés para fazer longas exposições que seriam iluminadas por lanternas de led de alta potência, em uma técnica que chamamos de light painting.

entrada_da_lapa_nova

entrada_da_lapa_nova

 

               Passamos pela primeira galeria já maravilhados e encontramos um grupo que seguia com o guia local, ele explicava sobre aspectos espeleológicos ao grupo e apresentava outros salões.

primeira_galeria_da_lapa_nova

primeira_galeria_da_lapa_nova

 

               Num dado momento nos apresentamos e explicamos nossoprojeto fotográfico, ele entendeu e nos pediu que esperássemos. Quando terminou de guiar o grupo, deu atenção exclusiva para nossa equipe, mostrando inclusive os locais mais bonitos e de difícil acesso (fora dos limites impostos pelas cordas com os balizadores), mas nem por isso arriscados.

estalagtites_e_estalagmites

estalagtites_e_estalagmites

 

Sempre primamos pela segurança, uma boa imagem jamais valerá o preço de uma fratura ou risco maior.

galeria_da_lapa_nova

galeria_da_lapa_nova

 

              Após a breve jornada, concluímos que é um passeio sensacional, uma aventura maravilhosa para pessoas de praticamente qualquer idade (eu pretendo voltar lá com meus filhos e namorada).

belezas_da_gruta_da_lapa_nova

belezas_da_gruta_da_lapa_nova

 

Fiquem com as imagens e preparem as malas, vale cada minutos de seu tempo!

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