(por: José Rodolpho Assenço)

                        O rio Parnaíba, que nasce na Chapada das Mangabeiras — divisa do Piauí com os Estados do Tocantins e Maranhão — atravessa extensa área do estado incialmente citado, onde forma, no seu estreito litoral, parte do único Delta da América do Sul.

Isso acontece a poucos quilômetros da histórica cidade litorânea de Parnaíba — no Piauí — que abriga também um porto fluvial e algumas construções que merecem ser visitadas.

                        Quando saímos de Parnaíba, ao atravessamos a ponta sobre um dos braços do rio e do delta, logo adentramos na ilha grande, isso ainda no estado do Piauí, e a atravessamos em toda sua extensão, chegando ao Porto de Tatus. Já embarcados, deixamos esse ponto em direção às demais localidades do delta. Passamos por diversos caminhos estreitos com vegetação típica do mangue nordestino, vegetação essa rasteira e com muita lama, área apropriada para caranguejos. 

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Depois desses canais, porém, entramos em um braço mais largo do delta, de onde despontou a nossa frente diversas dunas altas. Vimos algumas pequenas embarcações e também aquilo que seria um ponto de apoio ou um bar.

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                        Nesse local, percebemos que parte do passeio seria sobre as dunas. Partimos então para a subida com todo o peso das bolsas e das lentes que carregávamos. Mas o rápido sofrimento, com certeza, foi esquecido diante de diversas imagens captadas de cima das próprias dunas. Dependendo da posição do sol, havia alteração da cor das imagens captadas — de branco profundo até um amarelo mais escuro.

Ressalte-se que nas imagens feitas sobre as dunas, devido à grande quantidade de branco, confunde a leitura da máquina. Devido a isso, temos que fazer relativa compensação para que a foto saia a mais fiel possível. 

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          Feitas as fotos, corremos para a embarcação em busca de água. Em seguida, um ótimo banho no rio Parnaíba também ajudou a aliviar o calor e a sensação de dor muscular nas pernas, comum àqueles que não estão acostumados a subir grandes dunas e morros.

                        Prosseguimos na embarcação passando por alguns ribeirinhos e poucas aldeias, já do lado do Maranhão, o que também nos rendeu boas imagens. Ao nos aproximarmos da proximidade da foz o Delta do Parnaíba apresentou, à sua margem, uma vegetação de mangue, que ainda desconhecíamos. Parecida com a típica, porém compostas de grandes árvores de aproximadamente trinta metros e com as mesmas características das raízes dos manguezais.

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                        Poucos quilômetros abaixo, chegamos ao encontro da água doce com a do mar. Nota-se, facilmente, num simples olhar, a diferença entre as duas. A água do mar é muito mais límpida, mesmo estando a do rio Parnaíba sem qualquer poluição.

                        Ancoramos próximo a uma restinga, e então mais uma longa caminhada. Dessa vez, porém, não havia subidas. Daí, uma verdadeira travessia de deserto até chegar ao mar. Mais fotos, e claro, depois um banho de mar para recuperar as energias.

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                        Nesse ponto, a praia é de água clara com um mar não muito forte, porém a imensidão do lugar e a total falta de apoio ou de habitações causam certo medo aos banhistas.

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                        Depois de algumas horas, retornamos ao Porto de Tatus, na Ilha Grande, Piauí, sem dúvida, felizes pelo fato de os esforços desprendidos terem sido bem recompensados.